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NASA flagra o surgimento de uma Nova. Jean Grey procurada para esclarecimentos.

STEREO-B, sonda da NASA descobre uma Nova, estrela explodindo na região da constelação de Sagitário.

03/05/2012 às 12:06

whiteahnao

Um dos fenômenos mais fascinantes do Universo são as Novas. Apesar de nem de longe tão catastróficas quanto as supernovas, a dinâmica de sua formação é… cinematográfica, no drama de sua criação.

Primeiro você precisa de uma Anã Branca, ou Anã Degenerada (não confundir com Bridget the Midget. Aliás também não googlar por Bridget the Midget). É uma estrela no fim de sua vida, que após converter todo seu hidrogênio em hélio, e o hélio em outros materiais mais pesados, não consegue levar adiante o processo, por falta de massa.

Só que não significa que seja leve. Com o fim do processo de fusão nuclear, a gravidade se torna a força principal, colapsando o material estelar. Quando se lida com valores triviais como a massa de Júpiter, 1,8986 × 1027 kg; é tranquilo, a força de repulsão dos elétrons é suficiente para manter a matéria intacta, mas em uma estrela o buraco, negro ou não é mais embaixo.

A gravidade, a força mais fraca do Universo se acumula e se sobrepõe à repulsão eletromagnética. A densidade cresce ao ponto de uma anã branca com a massa do Sol ter o tamanho da Terra.

Mesmo assim ela é só metade da equação. Precisamos de outra estrela, de preferência uma gigante vermelha, com um diâmetro muito grande, pouca densidade e próxima à anã branca. Bem próxima. O bastante para que matéria da gigante vermelha seja atraída pela estrela menor.

Essa matéria comum, composta de hidrogênio e hélio principalmente se acumula nas camadas superiores da anã branca, até atingir massa crítica, pressionada pela gravidade e iniciar um processo de fusão, processo que qualquer morador do atol de Bikini pode dizer, é bastante explosivo.

Só que a fusão não ocorre no núcleo, onde seria contido pela gravidade e o resto da estrela, mas nas camadas exteriores. Em uma explosão titânica uma esfera de luz, energia, matéria, elementos pesados e qualquer nave alienígena muito azarada são atomizados em uma esfera apocalíptica de destruição.

Que não afeta a anã branca. Se você tem uma densidade de 109 kg/m3, pouca coisa te afeta.

Esses processo se repete em ciclos até todo o material ser sugado da estrela principal, ou ela mesma virar uma anã branca.

Embora bem conhecido é relativamente é algo raro de ser observado. O Universo é muito grande (d'oh!) e não há como olhar para todo lugar o tempo todo. Por sorte, muita sorte a sonda STEREO-B mês passado estava monitorando uma região da constelação de Sagitário, quando “do nada” surgiu uma Nova. Chamada de Sagittarii 2012, ela não-literalmente caiu do céu, enchendo os astrônomos de dados, veja o vídeo do momento de seu surgimento:

Sungrazer Comets — Nova Sagittarii 2012

O mais legal da Sagittarii 2012 é que por mais que seja um fenômeno lindo e impressionante, não tem nada de desconhecido. 500 anos atrás inventaríamos as mais loucas explicações místicas, hoje uma estrela nova no céu é… normal.

O mérito no caso não está nas estrelas, mas em nós mesmos. Até porque dizer “que haja luz” é fácil, complicado é entender exatamente como isso acontece.

Fonte: SG.

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