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Twitter–até pra não pegar mal- bate forte em spammers

08/04/2012 às 8:02

Sejamos realistas: TODA rede social cedo ou tarde se torna alvo de spammers. É uma espécie de sinal de sucesso (se bem que o Google+ também tem spam). As pessoas são fascinadas por métricas irrelevantes e números sem-sentido, e quanto mais patética a vida do sujeito, mais ele se apega a esses indicadores de “sucesso” online.

Eu mesmo posso garantir, 30 mil usuários no Twitter e R$4 te compram um chopp em tudo que é bar do Rio de Janeiro.

O Twitter se tornou a rede preferida para alpinistas de social mídia, gente que quer ficar “famoso” sem esforço. São centenas de sites promovendo macetes, scripts, bots e estratégias para conseguir seguidores. Só não dizem o que fazer com eles depois.

Essa psicose por followers destruiu por exemplo a utilidade dos Trending Topics. Antes usados para identificar os assuntos “quentes” do momento, minutos após um termo se tornar TT é invadido por mensagens de bots, tentando capturar o tráfego de gente que clica para SABER do que se trata:

TTsdomal

Isso é uma vergonha, o Twitter deveria tomar providências, mas por quê não tomou até hoje?

Simples: Uma rede social vive de seu número de usuários. Se o Twitter sair passando o rodo nos spammers, caçadores de followers, gente que passa o dia inteiro dando RT, haters que mobilizam dezenas de milhares de usuários e geram um tráfego absurdo, terminará com uma base excelente de usuários mas pequena demais para interessar aos anunciantes.

Agora o Twitter deu uma endurecida e está entrando na Justiça dos EUA contra os sites TweetAttacks, TweetAdder, TweetBuddy e contra um mané chamado James Lucero, do justinlover.info e Garland E Harris, do troption.com.

O objetivo é acabar com o spam, com os esquemas de followers? Não, claro que não. Não sejamos ingênuos.

O objetivo é mostrar serviço, para que os analistas de mercado não comecem a achar que boa parte da base de 140 milhões de usuários “ativos” do Twitter são “ativos” assim:

mimsegue

A realidade é que as redes sociais não são feitas para o usuário tranquilo que interage com os amigos, é para o que faz bastante barulho. A interação “automática” entre esses usuários gera a massa crítica que os anunciantes procuram, pois não sabem diferenciar entre 100 mensagens diferentes e 100 “mim segue qui endico de volta”.

Um bom exemplo disso são os grupos do Facebook. É possível incluir automaticamente usuários em grupos, algo que viola todas as regras do bom-senso, mas mercadologicamente faz sentido. As Apps de notícias, que exigem que você assine a app para poder ler e compartilhar um link são outro exemplo de abuso sancionado pela rede social.

Nossa única esperança como usuários é que as redes se mantenham dentro dos limites do razoável, controlando –como o Facebook e o Twitter fazem- o nível do spam, mas não podemos ter a ilusão de que vão se livrar dele. Ao contrário do spam de email, que é 100% danoso a todos os envolvidos (exceto o spammer) o spam de redes sociais é parte do jogo, mesmo que não a parte que a gente gosta.

Fonte: Guardian

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