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Journey e a mudança de paradigma no multiplayer

03/04/2012 às 11:15

dori_jour_03.04.12

De vez em quando eu falo aqui sobre o quanto desprezo o multiplayer competitivo dos jogos, seja por causa da necessidade de nos dedicarmos ferozmente para alcançarmos um nível minimamente aceitável, ou mesmo por causa da maneira como boa parte das pessoas não nos respeitam quando somos jogados numa daquelas arenas virtuais, transformando a experiência em uma representação do que muitos de nós vivemos na escola, por exemplo.

Porém, para Jenova Chen, um dos game designers que mais tem se destacado nos últimos anos devido a maneira como tem aproximado suas criações da arte, isso só acontece por causa da maneira como os jogos são pensados.

Nenhum de nós nasceu para ser um babaca. Acredito que muito frequentemente não são os jogadores que são babacas, é o design dos jogos que os tornam imbecis. Se você passa todo dia matando um ao outro, como você se tornará um cara legal? Todos os jogos de console são sobre matar um ao outro. Está vendo? São os nossos jogos que nos tornam babacas.

Quem ainda não jogou o Journey talvez não consiga entender muito bem como um multiplayer pode ser diferente do que vemos num Counter-Strike ou Call of Duty, mas aqueles que tiveram o prazer de viver (sim, porque jogar é pouco para descrevê-lo) a obra de Chen sabe que ele está coberto de razão.

Ao lado do Demon’s Souls o título da thatgamecompany é certamente a melhor experiência que já tive online, simplesmente por terem utilizado de maneira brilhante a conexão com a internet e não é por acaso que ambos ilustram muito bem o quão marcante pode ser termos que ajudar uns aos outros, mesmo sem sabermos quem é a pessoa que está do outro lado, mostrando que talvez não tenhamos mesmo nascido para sermos babacas.

[via VG247]

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