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Mau sinal na busca por vida alienígena: Não há Guerra nas Estrelas

27/02/2012 às 10:17

monolito

Apesar de todos os percalços, da falta de verba e da própria incerteza de onde e como procurar, o projeto SETI – Search for Extraterrestrial Intelligence continua. Não temos idéia de quando nem onde encontraremos sinais de outras civilizações, na verdade podemos até não encontrar nenhuma.

Embora estatisticamente improvável, podemos perfeitamente ser a 1a Civilização a atingir nosso estágio evolutivo. ALGUÉM tem que ser o primeiro, não?

Há vários argumentos contra essa hipótese, entre eles a Equação de Drake, usada para calcular a quantidade de espécies inteligentes na galáxia. A melhor interpretação veio do bom e velho xkcd:

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A equação é basicamente bullshit, todos os valores são chutados. Há métodos mais precisos, embora indiretos para detectar civilizações, e o resultado não é animador.

Civilizações que atingiram o nível das viagens espaciais tenderão a colonizar seu sistema solar e, eventualmente, estrelas vizinhas. Os recursos naturais são limitados, mesmo que tenham conseguido transmutação em escala industrial, isso demanda energia, também limitada. A tendência é que o império se expanda, em busca desses recursos.

Uma hipótese, defendida por Arthur Clarke e Carl Sagan é que civilizações com tendências beligerantes se autodestruiriam antes de iniciar um processo de viagem interestelar. Na linda sequência Encyclopædia Galactica, de Cosmos, Carl cita nominalmente que é improvável uma Guerra nas Estrelas.

É uma visão otimista, mas quando duas civilizações se encontram, mesmo com uma grande diferença tecnológica entre elas, o resultado raramente é pacífico. A menos que Einstein esteja errado o custo em tempo para viagens interestelares é imenso. Uma civilização pode não aceitar abrir mão de um sistema solar conveniente, porque uma outra, mais primitiva chegou primeiro.

Se nós em poucas décadas desenvolvemos armas de poder quase inimaginável, quão poderosas serão as armas de civilizações com dezenas de milhares, ou mesmo milhões de anos de idade?

O espaço pode ser infinito, mas não a Galáxia. Em algum momento civilizações igualmente avançadas terão que se encontrar. Os otimistas dizem que elas cooperarão. Por tudo que aprendemos com Darwin, isso é improvável.

Simbiose ocorre quando não há competição por recursos. Quando há, o pau come, até no reino vegetal, onde árvores evoluem para crescer mais rápido, cobrir as vizinhas e roubar todo o Sol.

Arthur Clarke dizia que Supernovas podiam ser acidentes industriais. Alguém menos otimista poderia dizer que são resultado de algo que faria a Estrela da Morte parecer um tacape de madeira, mas em verdade (provavelmente) são fenômenos naturais.

O Universo Visível é ausente de qualquer indicação de conflitos armados em grande escala. Por mais insignificante diante da Força que seja a capacidade de destruir um planeta, se ela existe em algum momento deveria ter sido usada.

Nossos telescópios nunca detectaram nada suspeito, a distribuição de explosões estelares é alegremente aleatória. Se há combate, não detectamos.

enterprisebirdofprey

Há algumas conclusões possíveis:

1 - As civilizações alienígenas suficientemente avançadas não existem.

2 – O Grande Conflito ocorreu muito tempo atrás, a Galáxia já está unificada e nós somos insignificantes demais para chamar a atenção do Império dominante. Só nos notarão quando nossos sinais de rádio chegarem até eles. Aí, cuidarão da Terra.

3 – As regras da Evolução e Seleção Natural não são universais e civilizações conseguem sobreviver sem disputar recursos. Isso será interessante, quando chegarmos até elas.

4 – A tecnologia envolvida é tão avançada que nós não conseguimos captar. Talvez disruptores quânticos desintegrem matéria de forma instantânea, talvez naves alienígenas façam saltos dimensionais e as batalhas estejam ocorrendo à nossa volta, mas em uma dimensão onde objetos tridimensionais são apenas sombras.

5 – Estamos sozinhos.

De todas as hipóteses a que acho menos provável é a última, pois como disse Carl Sagan, parafraseando Thomas Carlyle, “Se estamos sozinhos no Universo isso com certeza é um enorme desperdício de espaço”.

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