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Red Hat garante Ano do Linux até pelo menos 2020

03/02/2012 às 2:31

Embora no desktop doméstico o Ano do Linux ainda seja definido pela linha $AnoDoLinux = YEAR(NOW())+1, no desktop corporativo faz tempo que todo ano é ano do Linux, do Windows e, comendo pelas beiradas, do Mac.

Fugindo do oba-oba das atualizações semanais e firulas estéticas, o consumidor corporativo quer estabilidade, segurança e principalmente suporte a longo prazo. Ninguém compra 10 mil licenças (e acredite, o consumidor corporativo não vai baixar uma iso e queimar CD) sem ter uma boa idéia do ciclo de vida daquele produto.

A Canonical por exemplo garante 5 anos de suporte e atualizações para suas versões LTS – Long Term Support. Levando-se em conta que 5 anos atrás não existia Internet, a maioria dos computadores rodava ligados a caldeiras de vapor e escrevíamos programas em Latim, garantir um software por tanto tempo não é pra qualquer um.

Mesmo assim a Red Hat decidiu oferecer um diferencial, mostrou que confia muito no próprio taco e suas versões LTS do Red Hat Enterprise Linux 5 e 6 passarão a ser suportadas por dez anos.

Mais ainda: O CICLO DE DESENVOLVIMENTO foi ampliado também. O RHEL 5 será suportado até 2017, e o RHEL 6 até 2020, quando teremos hoverboards, carros voadores, laboratórios submarinos e, estranhamente, jornais impressos.

Há uma constatação interessante escondida no meio dessa notícia: Estamos chegando no Fim da História para os Sistemas Operacionais. O custo de desenvolver versões inteiramente novas é proibitivo, bem como a manutenção. A Microsoft está presa ao XP até 2014, ao Vista até 2017 e ao Windows 7 até 2020.

Os sistemas monolíticos estão sendo trocados por soluções mais simples, não faz sentido a quantidade de lastro de um Windows 7 ou um SUSE pra um usuário que se resolve 90% online e os outros 10% rodando Office. Pra que diabos eu preciso do Private Character Editor do Windows 7 ou dos 15 editores de texto via terminal do Linux?

A maior ameaça para o Windows não é o Linux e a maior ameaça do Linux não é o Windows. Ambos em breve terão que enfrentar o Android, que pode ter sucesso nos Ultrabooks, se for lançado depois que o Android firmar um bom mercado nos tablets.

Pode ser que o próprio conceito de sistema operacional desktop se torne obsoleto antes do Windows 7 e do Red Hat 6 chegarem ao fim de suas vidas.

Fonte: Desktop Linux

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