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Camelô oferece software pirata a funcionário Microsoft

06/12/2006 às 12:57

A convite do Jornal Estado de São Paulo, Keith Beeman (Diretor Mundial de Propriedade Intelectual da Microsoft) conheceu o canal de distribuição alternativo da Microsoft nas ruas de São Paulo.

Ele foi apresentado a camelôs que vendem cópias piratas dos produtos da Microsoft.

Ao perguntar os preços, ficou surpreso ao saber que a cópia baseada no Beta custaria R$ 10,00 e a baseada no produto final (que só será lançado em Janeiro para consumidores finais), R$ 20,00.

O camelô, ofereceu, inclusive, o número de seu celular para dar suporte em caso de problemas.

Beeman, comentou que já existe alguma evolução, uma vez que, atualmente, os vendedores de produtos piratas, pelo menos escondem os produtos, sabendo que isso é uma prática ilícita, coisa que não acontecia há pouco tempo atrás.

Um dado interessante da reportagem é que, segundo a Interpol, a pirataria movimenta, anualmente para o crime organizado, U$ 516 bilhões, enquanto o tráfico de drogas, "apenas", U$ 322 bilhões.

Segundo constatou o próprio Beeman, a única saída para a pirataria é a educação, pois ele mesmo foi pego com a boca na botija, pelo filho de 9 anos ao copiar um CD que pegou emprestado de um amigo.

Pro mais que os desenvolvedores lutem para que não seja possível piratear seus produtos, sempre haverá alguém tentando e hora ou outra conseguindo, porém, se houver uma conscientização da população para os problemas causados pela pirataria, talvez seja possível acabar com este mal.

Via [Estadão]

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