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Para Namco, não há como jogos gratuitos serem bons

20/01/2012 às 11:16

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Um dos assuntos mais debatidos nos últimos anos pela indústria tem sido a adoção do modelo Free-to-Play. Enquanto muitos jogadores adorariam poder ter acesso gratuito a grandes produções, apenas pagando por itens ou vantagens caso julguem necessário, há uma parte das desenvolvedoras que não aprova a ideia, usando o argumento de que isso pode afetar a produção de jogos como um todo, já que os grandes títulos não poderiam ser distribuídos desta maneira.

Uma produtora que defende esta ideia é a Namco, que através de seu vice-presidente para a Europa, Olivier Comte, declarou o seguinte durante o evento Cloud Gaming Europe:

Os jogos Free-to-Play não podem ter uma qualidade alta,” disse o executivo, que justificou, “precisamos colocar um certo valor em certos trabalhos. Quando você é uma grande companhia… não pode assumir riscos muito rapidamente, não pode fazer mudanças apenas porque há uma moda por alguns anos; você quer estar por aí pelos próximos 20 ou 30 anos.

Talvez de fato nunca vejamos um Modern Warfare ou Super Mario Bros. se tornarem gratuitos, mas também não concordo que seja impossível criar bons jogos Free-to-Play e digo isso por ter lido alguns bons elogios a jogos como o World of Tanks, o Need for Speed World e alguns que ainda estão por vir, como o Firefall e Tribe Ascend.

Mesmo assim, também tenho uma certa dúvida se o modelo não é apenas algo passageiro e penso que uma coisa é você criar um jogo nos moldes tradicionais, lucrar em cima dele por um tempo para depois torná-lo gratuito e outra bem diferente e muito mais arriscada é já lançá-lo de graça e apostar que as microtransações serão suficientes para pagar as eventuais dezenas de milhões de dólares investidos no seu desenvolvimento.

[via IndustryGamers]

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