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Fundação Prêmio X oferece US$10 milhões pra quem criar um saleiro

13/01/2012 às 9:39

medicalscanner

OK, não exatamente um saleiro, mas a história vale ser contada: No episódio de Star Trek The Man Trap, exibido em 1966 uma criatura matava vários tripulantes de camisa vermelha ao absorver todo o sal de seus organismos. Em uma das cenas o monstro deveria ser atraído por um saleiro no refeitório da Enterprise.

O departamento de contra-regra arrumou um kit sueco, todo cheio de sacanagem, achando que seriam excelentes representações de saleiros futuristas, mas eram tão alienígenas (afinal, suecos) que não eram reconhecíveis. Preferiram deixar de lado, usar um modelo mais tradicional e os saleiros foram para a gaveta.

Tempos depois precisaram de um scanner médico para o Dr McCoy, um sensor que ele passaria sobre um paciente. A melhor solução? Enfiaram uma luzinha no saleiro sueco. Ficou perfeito.

medicaltricorder

O Tricorder por sua vez era o iPhone dos Século XXIII, ou mais precisamente o iPod Touch, pois ele não fazia ligações. Um computador portátil especializado em coleta e análise de dados, tricorders estavam muito além de tudo que existia em termos de computação móvel no Século XIV, ou XX, dá no mesmo.

O Tricorder médico era uma versão especializada do equipamento, fazendo todo tipo de testes não-invasivos, comparando resultados com um banco de dados imenso de sintomas e auxiliando o médico em sua tarefa de identificar a diferença entre uma gripe andoriana, uma infecção por vermes telaritas ou Lúpus Espacial, se bem que nunca é Lúpus Espacial.

Hoje boa parte do que os Tricorders azem pode ser replicado em um smartphone. Quem viu uma médica acessando Medscape, rodando aplicações locais com bancos de dados de doenças, comparando sintomas e fazendo um diagnóstico cabeludo em minutos, sabe como é viver no futuro.

Só que o pessoal do Prêmio X não está satisfeito. Eles querem um Tricorder de verdade, estão oferecendo US$10 milhões pro primeiro grupo que desenvolver um equipamento portátil que monitore dados como pressão, temperatura, ritmo cardíaco e respiratório, escaneie e identifique pelo menos 15 doenças diferentes em 30 pacientes em um período de 3 dias.

Isso vai requerer um avanço pesado nas áreas de sensoreamento, diagnóstico automático e inteligência artificial, mas em compensação se bem-sucedido teremos equipamentos comerciais capazes de identificar a diferença entre treco, ziquezira, piripaque e um negócio, as quatro maiores fontes de distração e desperdício de tempo nos consultórios médicos.

Agentes de saúde poderão fazer todo um trabalho junto a comunidades carentes, agilizando os pacientes, que chegarão aos ambulatórios já pré-triados.

Como sempre a turma do contra diz que será muito caro, que os equipamentos são muito grandes, que a tarefa é complexa demais. A boa e velha lógica de que nada pode ser feito da 1a vez.

Felizmente o pessoal do Prêmio X não liga muito pra isso, tanto que ofereceram US$10 milhões para a primeira nave particular a atingir a fronteira do espaço, e a Spaceship One voltou pra casa com a grana.

O Prêmio X Qualcomm Tricorder tem uma duração inicial de 3 anos e meio, mas não duvido que seja vencido bem antes disso. Se há uma coisa que inspira esse pessoal de tecnologia de ponta, é Star Trek.

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