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Americano condenado a morte no Irã é game designer

10/01/2012 às 8:24

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Nas últimas horas ganhou destaques nos jornais de todo o mundo a história de Amir Mirza Hekmati, americano nascido no Arizona e filho de pais iranianos que foi condenado à morte no país de Mahmoud Ahmadinejad. O rapaz foi acusado pelo Tribunal Revolucionário do Irã de trabalhar como espião para a CIA, algo que a Casa Branca negou, mas que não foi levado em consideração durante o seu julgamento.

Os Estados Unidos alegam que a condenação é injusta, já que eles usaram como prova esse vídeo (nem clique, você não vai entender nada mesmo), onde o rapaz de 28 anos confessa sua culpa e embora ele tenha mais alguns dias para recorrer da sentença, dada a tensão entre os dois países, é pouco provável que obtenha sucesso e de acordo com sua família, ele nem mesmo teve direito a contratar um advogado, tendo que contar com um defensor público que só conheceu no dia do julgamento.

O que quase ninguém tem dito no entanto é que Amir Mirza Hekmati é funcionário da Kuma Games, desenvolvedora situada em Nova York e o governo iraniano alega que ele se aproveitou da sua profissão para manipular a opinião pública a favor dos EUA, enquanto criava seus jogos. Já os seus pais alegam que ele estava no Irã para visitar seus avós e pesa contra ele o fato de ter servido às forças armadas americanas entre 2001 e 2005.

O governo americano exigiu que Hekmati fosse libertado imediatamente, mas como eles não possuem representação no Irã, o game designer deveria ser entregue a um diplomata suíço, o que não aconteceu.

Pelo jeito o caso ainda terá mais alguns capítulos e talvez nunca saibamos ao certo qual era a real motivação para Hekmati estar no país, mas o fato é que sua situação é bastante difícil.

Update: Segundo o site GamesIndustry, Hekmati não é mais funcionário da Kuma Games.

[via Edge]

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