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Kindle fire se encaminha para atingir um nível de fracasso digno do iPad

15/12/2011 às 16:27

kindlefire

O iPad, fato, não serve para nada. Todo bom hater pode explicar por motivos simples e lógicos que você não precisa de um iPad, ninguém precisa de um iPad, nem Steve Jobs precisava de um iPad. Ele também explicará que as vendas são pura propaganda, e que se todo mundo compra iPads, é pura moda, mesmo motivo da venda de iPhones. 90% de satisfação do usuário? Explicação simples: As pessoas ficam com vergonha de devolver.

Com a morte de Steve Jobs pelo visto a Apple está sublocando o Campo de Distorção da Realidade, pois outro tablet está indo pelo mesmo caminho. É o Kindle Fire, que não tem e-ink, a bateria não dura como a do Kindle normal, é pequeno e não enfatiza ser baseado em Android. É vendido apenas como tablet de mídia da Amazon.

Os analistas (ou melhor, os fanboys disfarçados que escrevem pra sites pretensamente sérios) estão arrancando os cabelos, pois da mesma forma que o iPad não iria vender (quem quer um iPod Touch grandão?) Da mesma forma que o iPhone 4S não iria vender (por fora ele não mudou nada, quem quer um iPhone todo novo por dentro, que fala, com câmera maravilhosa mas que parece um antigo?) o Kindle Fire NÃO vai vender.

Afinal ele não é um iPad.

O argumento é até válido, mas parte do princípio de que as pessoas só querem iPads. O Kindle Fire NÃO é um iPad, não é sequer um tablet. É um Kindle, um leitor de ebooks que agora toca filmes. O consumidor sabe disso, ele não é burro.

Curiosamente o consumidor burro também está sendo usado como justificativa pras vendas. Os “analistas” dizem que o Kindle Fire está sendo comprado por aquele tiozão que vai dar de presente um iPad pro filho, acha um PolyPad por R$400,00 no camelódromo e entende que “é tudo a mesma coisa”.

Os Kindles estão vendendo –antes da semana do Natal- um milhão de unidades por semana. O Fire é o produto mais bem-sucedido que a Amazon já lançou, Tem ocupado o posto de best seller por 11 semanas, mesmo assim “analistas” alertam que ele é ruim e que consumidores estão desapontados.

Só quem está desapontado é quem compra achando que por US$200,00 vai ter o mesmo desempenho que um iPad de US$600,00.

Vemos aqui um caso clássico da teimosia dos analistas, que de geeks digiinvoluiram para nerds e estão cegos por especificações. Consumidores não querem especificações, eles querem produtos que funcionam. O Kindle vai exibir livros e mostrar filmes, afinal é um Kindle. O TouchPad vai fazer o mesmo que o iPad, afinal é um… Pad. Se não fizer, vai pro buraco, como foi.

Fazer previsões bombásticas é complicado, pois exige que você aceite que pode estar errado. Ou você faz como os videntes de final de ano, e esconde suas previsões fracassadas sob uma pilha de novas previsões ou então passa pelo ridículo papel de dizer que um produto vendendo um milhão de unidades por semana é um fracasso.

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