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As leis humanitárias deveriam ser respeitadas nos games?

06/12/2011 às 7:07

Homefront

Misturar situações do mundo real com videogames costuma ser algo que causa uma imensa polêmica, invariavelmente colocando os gamers contra aqueles que não gostam dos jogos eletrônicos e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha está propondo algo que deve dar muito o que falar.

Em uma conferência realizada em Genebra esta semana, foi discutida a influência dos jogos na percepção das pessoas em relação a crimes de guerra e os organizadores defendem a ideia de que as desenvolvedoras devem respeitar as leis humanitárias nos games.

Enquanto o Movimento trabalha vigorosamente para promover a lei humanitária em todo o mundo, existe uma audiência de aproximadamente 600 milhões de jogadores que podem estar violando-a virtualmente,” dizia a descrição do evento, onde ainda podia ser lido: “Exatamente como os videogames influenciam os indivíduos é um tópico debatido calorosamente, mas pela primeira vez os parceiros do Movimento discutem nosso papel e responsabilidade em tomar ações contra as violações da IHL nos videogames. Em um evento paralelo, os participantes são questionados: ‘O que podemos fazer e qual o método mais efetivo?’

Por enquanto não foi revelada a conclusão que os organizadores chegaram e embora a minha primeira reação ao saber do assunto seja de que o que presenciamos nos games não passa de ficção, ao ver o vídeo de divulgação do evento fiquei pensando nas milhões de pessoas que foram mortas ou mutiladas por minas terrestres e acho que o último exemplo, de um tanque de guerra explodindo uma ambulância apenas pela diversão serve para nos fazer pensar se nos games tudo é válido por ali estarmos fazendo algo “apenas pela diversão.”

Eu não acredito que o mundo se tornará um lugar menos violento caso esse tipo de jogo seja extinto, mas por outro lado, acho que é preciso haver um certo limite, se não por parte das desenvolvedoras, pelo menos que seja por parte dos jogadores, afinal, ninguém é obrigado a apertar o gatilho em “No Russian”, não é mesmo?

[via Kotaku]

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