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USB-Powered lixo: A nova estratégia

O que fazem os fabricantes de quinquilharias para faturar um troco? Transformam tudo que é porcaria em um periférico USB.

11/11/2006 às 12:40

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Durante algum tempo as placas-mãe vinham com suporte a USB mas não traziam os conectores externos, pois os usuários mal sabiam o que era aqui. Os primeiros mouses custavam US$ 100. Por muito tempo foi o único periférico, as duas, no máximo quatro portas de um PC normal pareciam um desperdício.

Com o passar dos anos, surgiram os teclados, os scanners, as webcams, os headphones, as câmeras digitais, e de repente, não mais que de repente tivemos que comprar hubs USB para comportar todos os periféricos. Agora vivemos uma época em que todos temos portas sobrando. Então o que fazem os fabricantes de quinquilharias para faturar um troco?

Transformam tudo que é porcaria em um periférico USB. Ao invés de embalar uma fonte, ou pilhas, puxam a energia direto da porta USB, parasitando seu PC. São aquecedores de copos, lâmpadas de lava, massageadores de pescoço. Pelo amor de Xenu, há até lanternas USB.

A estratégia funciona. Ao invés de pagar US$ 5,00 por um equipamento isolado, por ser USB o usuário paga US$ 15,00, sendo que a única utilização que o brinquedo faz da porta USB é como fonte de energia.

Assim, a regra é clara: Se é conectado via USB, controlado pelo PC, é válido. Se usa a porta como uma fonte de energia alternativa e nada mais, é lixo.

Pense duas vezes antes de colaborar com essa moda. No camelô você achará o mesmo equipamento, sem porta USB por 1/3 do preço.

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