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Idéia (não) genial do dia: um navio para funcionários de incubadoras fugirem do Visto pros EUA

Uma startup chamada Blueseed teve uma idéia: comprar ou alugar um navio para abrigar incubadoras, fugindo do visto dos EUA.

29/11/2011 às 8:15

escravos Um problema sério de várias Start Ups nos EUA é mão de obra. Há muitos talentos fora do país mas a burocracia para importá-los é imensa, e nem tudo dá pra ser feito via teleconferência.

Houve uma época em que mesmo empresas grandes como a Microsoft cogitaram investir em centros no Canadá, onde as exigências são bem menores e nem todo estrangeiro é tratado como terrorista em potencial, mas convencer um sujeito nascido e criado no Rio ou em Nova Déli a viver boa parte do ano a – 175 ºC é complicado.

Tentando resolver isso um sujeito chamado Max Marty, que pelo visto nunca sequer acampou na vida fundou uma empresa com o objetivo de comprar ou alugar um navio, ancorá-lo fora do limite territorial de 12 milhas da costa da Califórnia (ficando assim fora da jurisdição das autoridades de Imigração) e instalar nele uma série de start ups.

Segundo o projeto os funcionários teriam vistos de turista ou negócios, podendo ir para terra se necessário, o que é diferente do visto de trabalho, se la migra for generosa em sua interpretação.

Nos comentários do Ars Technica a coisa está divertida, um monte de gente está preocupada com piratas da Somália, o que demonstra mais uma vez a frase de Ambrose Pierce: A Guerra é a forma de Deus ensinar geografia aos americanos.

O problema é outro. Moral. Primeiro, dada a quantidade pífia de mulheres trabalhando em TI, ou a coisa vira O Cruzeiro das Loucas ou as opções de lazer a bordo serão limitadas. Segundo, mesmo gente altamente treinada, como marinheiros não ficam em missão mais que alguns meses. Porta-aviões fazem missões de 6 meses ao final dos quais a tripulação está caindo aos pedaços. Submarinos de misseis balísticos, 3 meses no máximo.

Imagine ficar trancado em um navio sem previsão de saída, trabalhando sei lá quantas horas por dia, e cada visita à terra é passar pelo stress de cruzar a fronteira com os EUA. A produtividade vai pras nuvens, com certeza.

De resto enfrentar tempestades em mar aberto no Oceano Pacífico deve ser bem divertido. Sinceramente, passo. No máximo apoio a sede do MeioBit migrar para a Ilha de Paquetá.

Fonte: Ars Technica.

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