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GTA III era sobre liberdade e não sobre violência

25/10/2011 às 12:49

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Qualquer pessoa que entrasse numa daquelas lojas onde pagávamos por hora para jogar videogame há uns 9 ou 10 anos certamente veria algum moleque cometendo diversos crimes em um jogo para Playstation 2 que beirava o realismo. Grand Theft Auto III possuía uma enorme cidade para ser explorada, mas para grande parte das pessoas, a diversão estava em atirar, espancar, atropelar e explodir tudo o que visse pelo caminho, transformando o brilhante game da Rockstar em apenas uma espécie de simulador de violência.

Prestes a completar uma década de vida, muitas informações sobre a sua criação estão surgindo e durante uma entrevista Dan Houser, co-fundador do estúdio, disse que a intenção deles nunca foi seguir este caminho, mas sim oferecer um título que permitisse ao jogador fazer o que quisesse, inclusive transformar Liberty City num lugar caótico.

A ideia principal do jogo não era sobre a violência; era sobre a liberdade. Pensamos que isso era algo que o jogo fazia muito bem, a ideia de que você se transforma de um observador em um participante ativo. Então, demos a liberdade da escolha sobre o que faria… demos a escolha sobre o que faria em seguida.

E quando você não estava na história e sim no mundo aberto, podia realmente escolher o que fazer. Bom, mau e indiferente. Dirigir por aí ouvindo música. Era limitado, mas havia alguns minigames, ou você podia ser um grande sociopata e o jogo te penalizaria devidamente.

Não é a toa que o GTA III é considerado por muitos como o mais importante título da última década, tendo popularizado os mundos abertos e servido como inspiração para diversos jogos de ação lançados depois. Só acho uma pena que a maioria não o tenha aproveitado em sua plenitude, preferindo usar o macete de armas infinitas e gastando sua hora naquelas locadoras apenas para atirar, espancar, atropelar…

[via Gamespot]

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