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Pelo menos uma vez seria ideal se todos kibassem a Apple

12/10/2011 às 10:59

Embora a Apple nunca anuncie datas e cronogramas, todo mundo “sabia”, no estilo Galvão Bueno que o iPhone estava atrasado. Mesmo assim como a única cópia do roadmap da empresa está tatuada na parte interna da pálpebra esquerda de Steve Jobs (isso será inconveniente nas próximas reuniões) não há cobranças explícitas.

Por causa disso foi possível para a Apple abandonar o intervalo informal de 12 meses entre lançamentos e esticar para 15. Por causa disso e de uma arrogância insuportável, achando que o iPhone 4 seguiria como preferência do público mesmo com a concorrência tendo mais de um ano para lançar alternativas superiores. A arrogância foi tanta que só lançaram UM aparelho e acharam que as pessoas viriam em hordas, ignorando tudo da concorrência.

Claro, conforme planejado as pessoas vieram em hordas, ignorando tudo da concorrência e o iPhone 4s vendeu mais de um milhão de unidades antes de chegar nas lojas.

A lição é que a Apple pode bancar um intervalo de 15 meses, o que dá uma boa folga para testes, correções e aprimoramentos de última hora.

Lançar aparelhos fundamentalmente novos com um prazo de um ano é uma loucura, as chances de algo dar errado são muito grandes. Os tablets lançados nas coxas são exemplo bom disso. Só agora saiu atualização para o Motorola Xoom acessar o cartão de memória, por exemplo.

Esse ciclo de um ano foi criado por consumidores mal-acostumados e empresas seguindo a filosofia “beta” do Google, achando que é viável soltar de qualquer jeito e ir consertando. O próprio Windows Phone 7 fez isso, saindo-se com uma versão inicial cheia de pequenos defeitos irritantes, só sendo transformado em um sistema respeitável no Mango.

Se a Apple se mantiver nesse cronograma de 15 meses é provável que as outras empresas sigam atrás. Pode ser que alguns tentem manter o ciclo de 12 meses, mas seria inteligente dizerem que foram “pressionados” pela Apple a trabalhar com 15, abocanhando assim mais 3 preciosos meses de P&D.

Não dá é para querer manter uma audiência fiel quando o celular novo sai a cada 12 meses e a fidelização é de 2 anos. Quem é cliente fiel sai punido, pois as operadoras NÃO prestigiam esse tipo de usuário. Na AT&T você só ganha upgrade anual se for cliente top dos planos mais caros. O outro nível, que tem um plano de minutos bom e SMSs ilimitados, além de pelo menos 2GB de dados/mês ganham possibilidade de upgrade a cada 18 meses. O resto, só em 24, com o fim do contrato.

Assim um cliente com 15 meses consegue um upgrade pagando a diferença, ainda sai em conta, só 3 meses é capaz até de num dia bom liberarem.

Se a concorrência for atrás poderá embarcar também no bonde do upgrade, pois seus clientes estão igualmente presos ao subsídio da fidelização por 2 anos.

Resta saber se vencerão o orgulho ou continuarão fingindo que a Apple não existe.Espero que percebam que ao menos dessa rara vez todos seguindo a mesma idéia é uma excelente escolha.

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