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Pirataria casual ou cara-de-pau?

16/10/2006 às 3:27

Recentemente, comprei o código fonte de um software para estudar. Fazia parte de um pacote maior: um curso online com exercícios e suporte durante 1 ano.

Sem mais nem menos, um conhecido olha pra mim e comenta: Você comprou aquele material, né? Sim, comprei. É muito bom, recomendo. Eles fizeram um trabalho excelente, vai ser útil por anos e valeu cada centavo.
"Ah, bom saber, será que não rola uma 'xerox' disso aí não?" (abrindo um sorriso)
Eu: Não. Mas tem muita coisa de graça pra você olhar nas urls que eu vou te passar por e-mail. (abrindo sorriso também)
"Ah, não precisa. Eu só queria esse curso aí mesmo. Tem certeza? Eu plug o pen e em 2 segundos estamos resolvidos."
Eu: Nope.
E o cara volta a olhar o monitor dele com um sorriso amarelo no rosto.

O que eu não entendo é que perguntei se ninguém mais gostaria de comprar a licença junto comigo pois haveria descontos para mais de uma pessoa comprando, chegando a 20% se 5 pessoas o fizessem. Ninguém se ofereceu. Acharam muito caro.

Então fui em frente e fiz a compra sozinho. Adivinhe o que aconteceu horas depois? Todos se acharam no direito de pedir uma cópia, no melhor estilo vantagem do esperto sobre o trouxa. É o "open source as free beer" nas costas do Moardib.

Convenhamos, é MUITA cara-de-pau alguém colocar outra pessoa numa situação desconfortável dessas. Já me pediram o serial do Nero, do Windows e até do Open Office (Sim, do Open Office, ele mesmo, livre, leve e solto).

Desculpem o tom, e se isso pode ofender, não leia: é por essas e outras que ninguém nos leva a sério, nem como profissionais, nem como mercado, nem como nação. Não quero soar como um zealot anti-pirataria. Sou contra os preços abusivos de CDs e DVDs, por exemplo, e a pirataria acaba agindo como punição. Mas vampirizar o próximo é algo que me tira do sério e a vontade é de palavras não publicáveis nesse local.!

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