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Fará a Microsoft com os Tablets o que a Apple fez com os netbooks?

15/09/2011 às 3:35

Quando os netbooks surgiram todo mundo se entusiasmou, a idéia de um equipamento ultra-portátil era muito atraente, mas a novidade logo passou. A proposta do Netbook era ser um computador mais simples, sacrificando potência em nome da mobilidade.

Ideal para escrever textos rápidos, consultar sites e acertar detalhes finais em algum trabalho, o netbook não se propunha a competir com um laptop. Sequer rodavam Windows, não tinham potência nem necessidade para isso. Vinham com Linux, otimizado para o hardware enxuto.

Não deu certo. As pessoas compravam e devolviam, pois não rodava os programas que estavam acostumadas a usar. Mesmo os modelos mais avançados, que já vinham com XP eram claustrofóbicos. Usar um Word numa telinha quase de celular não orna.

Quando o iPad foi lançado os haters usaram a lógica dos netbooks para mostrar que não daria certo. As pessoas iriam querer a mesma experiência do desktop no iPad.

Faria sentido, se o público percebesse o iPad como um computador, e não como um produto novo. O público está disposto a aceitar as limitações do iPad pois sua usabilidade não é comprometida. As coisas não ficam apertadas nele, que nunca se propôs a substituir computadores “de verdade”, e sim agregar uma nova tela à equação.

Perfeito, mas e os WinTablets?

A Microsoft nem tentou entrar na briga de iPad Killers, viu muito Android levando tapa na cara e pedindo pra sair.A alternativa, aprendida com a própria Apple era… criar um mercado novo.

Um tablet integrado via nuvem com seu PC e seu celular é algo MUITO atraente, ainda mais rodando as MESMAS aplicações. Toda aquela quinquilharia de recursos, portas e slots que não fazem sentido no iPad se tornam naturais em um WinTablet, afinal é uma experiência completa de computação móvel, rodando o SO do desktop.

Claro, tablets com interface de desktop sempre existiram e sempre foram medíocres, mas pela primeira vez a complexidade vai parar debaixo do tapete, e não teremos (espero!) que ficar mexendo em janelas e control panels.

Se essa estratégia der certo os tablets iOS e Android deixarão de ser atraentes. Suas limitações, que eram aceitas como fatos da vida não farão sentido, visto que o WinTablet trará a experiência completa, sem ser uma versão lobotomizada do desktop.

Talvez os tablets atuais não sejam mais que uma fase intermediária, quando ainda não temos hardware poderoso e interfaces otimizadas para rodar em dispositivos móveis os mesmos softwares do desktop.

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