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Câmeras mirrorless - você ainda vai ter uma

09/09/2011 às 13:20

Quem falou isso foi o Bloomberg e não qualquer blog de fotografia. No Japão, onde o mercado de câmeras fotográficas é selvagem, Canon e Nikon (lideres do mercado) perderam 35% de participação na venda de câmeras com lentes intercambiáveis. Ao mesmo tempo, a Sony (quem diria) teve a sua participação duplicada. Isso tudo é um reflexo da invasão das câmeras mirrorless no mercado. A onda começou com Panasonic e Olympus que desenvolveram em conjunto o sistema micro-quatro-terços, um sistema de câmeras com lentes intercambiáveis que não utilizam o espelho das câmeras reflex. Eram câmeras menores, mais leves e com grande qualidade de imagem. Muitos diziam que a idéia não iria pegar, pois os consumidores mais exigentes não deixariam de lado suas câmeras reflex para investir em um novo sistema. Infelizmente, ou felizmente, a história mostrou que esse pessoal estava errado.

A coisa toda foi um grande sucesso e logo outras empresas começaram a desenvolver seus próprios sistemas. Samsung e Sony foram mais rápidas no gatilho e trouxeram suas novidades nas linhas NX e NEX, respectivamente. Depois chegou a Fuji, não com uma câmera mirrorless, mas uma compacta de lente fixa utilizando sensor APS-C e que se tornou um dos maiores sucessos da empresa. Como explicar esse tipo de movimento? Simples, comodidade. As empresas começam a perceber, novamente, que o consumidor fiel de câmeras fotográficas está disposto a pagar caro pelos equipamentos, mas também quer o conforto de não ter que levar um peso gigantesco dentro da mochila, principalmente em viagens ou no dia a dia.

Podemos dividir o público consumidor de equipamentos fotográficos em três fatias. A primeira é a dos profissionais. Esse grupo precisa fazer grandes investimentos em equipamento e manutenção. A média de tempo que levam para trocar de câmera é de 20 meses. O segundo grupo é o público amador que aposta em equipamentos mais baratos e talvez até de qualidade duvidosa. Eles não entendem nada de fotografia e qualquer Cybershot faz a felicidade deles. O terceiro grupo é dos amadores avançados que possuem dinheiro para investir em equipamentos que ofereçam grande qualidade de imagem e tamanho e peso confortáveis. É nesse grupo que as câmeras mirrorless estão fazendo sucesso.

Esse tipo de câmera é o futuro? Creio que sim. Cartier-Bresson já nos provou que o que faz a imagem é o fotógrafo e não a câmera. E, além de tudo, fotografia é arte e expressão. Pessoas que se interessam e estudam fotografia a fundo só precisam de uma ferramenta de boa qualidade para conseguir desenvolver seu trabalho. Se ela for menor e mais leve então estaremos no lucro. Sem falar que, olhando como profissional agora, embora eu não vá deixar de usar as gigantes câmeras reflex, a idéia de ter uma mirrorless pequena, ou a câmera da Fuji, para os momentos do dia a dia está cada vez mais aceitável em minha mente.

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