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Novos Form-Factors, Experiências e "The Rise of the Tablets"

07/09/2011 às 9:00

Os últimos dias parecem indicar o começo daquilo que gosto de chamar de "o melhor formato" para os portáteis. A Samsung apresentou o Galaxy Note, o novo Galaxy 7.7 e fala-se muito do novo iPhone, também com uma tela maior (nada confirmado).

Infelizmente, por conta de tudo agora ser uma quebra de patente da Apple, o Galaxy 7.7 (honeycombado) ainda tem um certo percurso pelos tribunais até se espalhar como seu irmão mais novo, o Galaxy Tab.

De qualquer maneira, tenho visto que a tendência tem mesmo se confirmado e tudo nos dá razões para acreditar que veremos muitos mais gadgets de 5" e 7" polegadas do que tablets maiores do que isso.

Mas a tendência em si, por telas maiores e mais competentes que as 3" e tantas polegadas do smartphone padrão hoje, não é nova. Houve até um certo sucesso lá atrás com o HTC HD2 ou até mesmo o Omnia II, com telas de mais de 3.7" polegadas.

A HTC por acaso é uma das fabricantes que mais fielmente tem se mantido em busca do form-factor que privilegie o telão. A Samsung, entendendo melhor do que ninguém isso atualmente, é a bola da vez. E outros devem seguir a rima.

Sejamos francos, o tablet de 10" polegadas é extremamente funcional, mas... chato. Eu tenho um iPad, dificilmente me desfarei dele e ainda é incrível contar com upgrades regulares (porém sempre obesos), milhares de apps e hardware de primeira.

Do outro lado, os smartphones estão começando a perceber que nós usuários queremos mais. Não faz mais sentido incorporarmos processadores Dual Core de mais de 1 GHz (tá certo tio Laguna?) em aparelhos que já podem ser considerados pequenos para a demanda atual de HDs 720p/1080p, uma experiência de web realmente visível e fluída.

O consumidor quer AMOLED e Super AMOLED. Porque a imagem é melhor e além disso, há economia de energia. Quer ainda mais velocidade que o 3G (4G LTE). E apesar do Atrix não ter mostrado a que veio como smartphone, seu recado como integrador em docks, LCDs e media centers foi muito bem dado.

Se ele puder, o consumidor usará o próprio gadget como modem aqui, source para data-show ali, media center em casa, GPS no carro, etc etc etc. Portanto, a hora é bem propícia, sem medo, para dispositivos maiores e integrados à aqueles que ficam lá parados, onde naturalmente estão: em casa, no trabalho, no restaurante, no museu, em qualquer lugar.

Embora o mercado ainda esteja mudando em relação a isso, creio pessoalmente que o tablet de 10" é demais e o smartphone de 3.5" polegadas é de menos. Já discutimos isso amplamente é sabemos que o usuário compra o que tem, mas não está contente e às vezes chego a pensar que o Dell Streak era um dos gadgets certos, porém, na hora errada.

Eu mesmo decidi fazer uma experiência a pedido de uma matéria. Pessoalmente, só aceitei porque já estava meio de saco cheio de fazer no iPhone o que consigo fazer muito melhor com outro aparelho. Portanto, troquei meu iPhone por um Galaxy Tab com 3G e decidi encarar o receio, posso dizer preconceituoso, de carregar algo maior no lugar de um smartphone.

Ainda estou no meio do caminho, testando inúmeras funcionalidades e avaliando a utilização de um, digamos, smartphone de 7" polegadas. Para já, posso dizer que tenho quebrado alguns paradigmas, sim, a favor desse tamanho -- pessoalmente falando. E olha, creio que eu vá favorecer mesmo, a médio/longo-prazos, lançamentos como o Galaxy Note.

Existem inúmeras distinções entre os formatos (smartphones e tablets de 5", 7" e 10" polegadas) para serem exploradas. Na peneira, eu excluiria - como já o fiz - os tablets de 10". Minha opinião sobre eles é que resolvam logo completamente o que se faz hoje com um bom notebook ou desapareçam.

Eu só mantenho meu iPad ainda porque o utilizo realmente como um laptop e faço qualquer coisa com ele - desde acesso à servidores remotos, como auditoria em máquinas de clientes via VPN, análise e redação de pautas, reuniões online, web-conferências, etc... o que você falar. Mas esse não é o perfil do usuário padrão e, na minha opinião, o tabletão ainda não substitui o notebook para este usuário. Não por capacidade, mas por percepção mesmo. Não se "sabe" o tablet, popularmente, para isso.

Mas de volta aos novos e não tão grandes smartablets (posso chama-los assim?), os consumidores procuram por algo novo. É comum ouvirmos de quem comprou esse ou aquele gadget que, atualmente, não está plena e totalmente satisfeito. É claro que tudo depende um pouco também de como se utiliza o tal portátil.

Eu troquei o laptop pelo iPad, e exijo dele tudo aquilo que o outro me oferecia. A adaptação à nova oferta do formato não é lenta, nem tampouco dolorosa. Para mim, funcionou, e bem.

Minha investigação agora é saber o que posso fazer para resolver o problema de não ter à disposição, com qualidade e (sorry) tamanho, o que a telinha retina-motherfucker do iPhone já me irritou em não entregar. Tenho me surpreendido com o que estou descobrindo com o Galaxy Tab.

Ainda acho que eu deva cair mais para frente para algo do tipo 5" (quem sabe 6", mas aí é ser MUITO chato) ou então permanecer nele mesmo. Curiosamente para mim, a melhor e mais positiva parte dos testes está relacionada ao uso do Galaxy Tab como smartphone, fazendo e recebendo chamadas.

Graças à um minúsculo fone bluetooth (Cheers Nick!), do qual tirei a alça de ouvido e o seguro como se fosse um micro telefone (anda perdido no bolso da calça, enquanto o tablet fica na mochila o no bolso do paletó/jaqueta), da primeira vez que atendi uma chamada nele minha mulher disse "Nossa, esse é o menor celular que eu já vi. Deixa eu ver!" sem que eu sequer tocasse no tablet para receber a ligação.

E para ser totalmente franco, nem mesmo tirar fotos no Galaxy Tab me incomodou (muito). E olhando para coisas como a styllus do Galaxy Note (abaixo) e o panorama de funções que a Samsung tem entendido como o epicentro desse próximo form-factor no setor, acredito que haja um bom espaço para lançamentos que venham realmente de encontro ao que o usuário quer.

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