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Google Chrome e América do Sul: um caso de amor ou necessidade?

29/08/2011 às 8:37

Durante muitos anos o Internet Explorer dominou sozinho o mercado de browsers. Vir embarcado no Windows, que por sua vez ocupa 90% ou mais dos computadores pessoais em todo o mundo era como tirar doce de uma criança cega. Mas como qualquer mercado onde a concorrência não existe, o browser parou no tempo e a Microsoft sofreu diversas punições pelo seu monopólio. Foi aí que o FireFox mostrou suas garras.

Porém, sozinho o FireFox não conseguiu desbancar o navegador da Microsoft como primeiro colocado disparado do mercado. E pra piorar, em suas últimas versões, o browser da raposa andou patinando e decepcionando muita gente. Foi a brecha que o Chrome precisava pra entrar de vez nessa briga não correndo por fora, mas como favorito de muita gente. Em diversos países o Chrome não só desbancou o FireFox pelo 2° Lugar, como encontra-se a frente de todos os principais concorrentes. Mas na América do Sul esse sucesso é ainda mais destacado, segundo pesquisa do Pingdom. Aqui no terceiro mundo o navegador do Google comeu uma fatia generosa do mercado.

Enquanto nos outros continentes a pokebola o Chrome possui em média pouco mais de 20% do mercado, na América do Sul esse número está se aproximando dos 35%. No Chile, Uruguai, Colômbia e Argentina o Chrome está em primeiro lugar. No Paraguai ele está em 2°, atrás do FireFox. E no Brasil, na Venezuela e no Peru o Internet Explorer ainda domina ficando com o primeiro lugar.

O mais curioso é que não há uma razão específica para determinar por quais motivos o Chrome faz tanto sucesso na América do Sul. O continente tem péssimos índices econômicos e educacionais, a banda larga é de qualidade sofrível e o Brasil, maior país e referência para essa região está experimentando há pouco tempo a inclusão digital da massa, seja com aquisição de tecnologia ou com a adesão à banda larga (se a banda é mesmo larga ou não, é assunto pra outro post) nas residências.

Se eu fosse arriscar, diria que o Orkut é um dos principais responsáveis pelo feito. Considerando que o Chrome é bem leve e rápido, mas principalmente por ser filho do mesmo pai, a junção de fatores entre serviço do Google (Orkut) + navegador do Google (Chrome) + conexões sofríveis pode muito bem justificar a causa desse sucesso. Cabe aí uma reflexão a respeito.

Via Pingdom

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