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Google se dá mal ao permitir contrabando de drogas

25/08/2011 às 13:14

A turma do logo colorido se deu bem mal por aceitar anúncios de produtos proibidos publicados por empresas estrangeiras nos Estados Unidos. Mais especificamente, o problema é que lá, como aqui e maior parte do mundo civilizado, é proibido comprar medicamentos do exterior sem receita.

Isso logicamente nunca parou os milhares, quiçá milhões, de combalidos cidadãos norte-americanos que cruzam a fronteira fisicamente todos os anos para trazer remédios baratos para casa. E também nunca garantiu que estes mesmos cidadãos comprassem seus medicamentos do país do norte pela internet.

Os vendedores canadenses, que não têm nada a ver com as leis dos sulinos, faturaram bilhões ao anunciar dentro dos Estados Unidos seus remédios mais baratos. Para tanto, eles faziam como qualquer ecommerce e usavam o Google Adwords.

Aparentemente, a empresa de buscas tentou durante anos bloquear os anúncios ilegais, como mostra este post do blog oficial de 2010, mas o Departamento de Justiça ianque não viu isso e tascou-lhes a multa igual pela incapacidade de evitar um crime.

Uma observação: é preciso muito esforço para burlar a segurança do AdWords, mesmo para o Brasil. Tente anunciar termos considerados médicos para ver por si mesmo.

Apesar o valor salgado, um pouco superior ao valor do passe do Neymar, esta não é a maior bolada já recebida por violações com drogas. A campeã é a Pfizer, com US$ 2,3 bilhões.

Um porta-voz imaginário do Google que não quis se identificar afirma que a empresa está seriamente comprometida a mudar isso no futuro próximo. Aguardemos.

Com informações do Paid Content.

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