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Microsoft desiste de seu formato de eBook

16/08/2011 às 11:26

microsoftebook Dizem que não há nada mais frustrante do que ser o primeiro de seus amigos a comprar um videofone, mas pensando bem ser o sujeito que projeta o videofone é pior ainda. Tecnologias dependem também de fatores externos para dar certo, é preciso hora e lugar.

Quando a Microsoft lançou seu formato de eBook Microsoft Reader, no longínquo Ano 2000 não haviam Kindles, e-ink, iPads. Ebooks eram raros, caros chatos feios e bobos. Você lia essencialmente no computador (em seu monitor CRT, claro) ou em um notebook pesado. Se fosse rico, em um tablet da HP, daqueles com tela dobrada e tela sensível usando uma stylus.

Foi para essa realidade que o formato .lit foi pensado. Era facílimo marcar textos, acrescentar anotações, rabiscar desenhos. A qualidade da imagem também era excelente, com suporte a ClearType mesmo em equipamentos limitados como um Axim x51v ou um HTC Touch.

Só que não vingou. Nem o .lit nem nenhum outro formato. eBook era um conceito para o qual a tecnologia E o Mercado ainda não estavam prontos.

Hoje percebe-se que o FORMATO é irrelevante, o leitor compra o conjunto hardware + livros. Não adianta o melhor formato do mundo sem acervo. Como este não existia, a Amazon pôde escolher o formato que queria, e converter sua base.

tagdomal O Microsoft Reader vai para o mesmo lugar que a Microsoft Tag, versão do Tio Bill para os códigos QR. As tags são muito mais complexas, estão associadas a um banco de dados central, podem ser atualizadas sem precisar gerar novamente a imagem, mas é uma tecnologia também não pegou. Em uma versão mais sucinta ainda do Paradoxo Tostines, ninguém usa porque ninguém usa.

Ser pioneiro é legal, mas ninguém gosta do chato que chega 2h antes do horário marcado para a festa. Timing é tudo na vida.

Fonte: Techcrunch

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