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O lisérgico mundo das previsões sociais das interwebs: seus amigos serão (são) bots?

10/08/2011 às 11:00

O Grupo Gartner sempre aparece com dados curiosos. Segundo uma de suas últimas previsões, se você leva mesmo a sério essa história de ser seguido online e ter muitos amigos, pode ir preparando o cloridrato de fluoxetina.

Os dados sugerem que até 2015, aproximadamente 10% (quem sabe até mais) dos seus amigos não serão humanos.

Quer dizer, hoje milhares de empresas contratam pessoas reais para promover suas marcas, produtos e serviços através das redes sociais.

Até o meio da década, esse processo deve ser totalmente automatizado e no lugar delas serão apenas bots fazendo o serviço de miguxar com você e todo mundo.

"Em 2015, os esforços por sistematizar o engajamento online resultarão em uma ascenção de bots sociais - agentes de software automatizados que podem manipular, em variados níveis, interações com comunidades de usuários de um modo personalizado, para cada indivíduo" -- explicam os redatores da pesquisa chamada "Predições do Grupo Gartner para Organizações de TI e Consumidores, 2011 e além: a TI a cultivar transparência"

A projeção de que 1 em cada 5 usuários online não sejam pessoas, mas sim bots, pode parecer inofensiva a princípio. Exceto se considerarmos assuntos como a segurança da informação por exemplo.

Se a proporção atual de malwares econtrados em redes sociais também for de 1 para 5, a mistura de humanos e bots nos milhões de perfis online pode causar um senhor estrago. Como licenciar os bots para o serviço? Qual seriam os critérios? Botnets do bem ou quase? Todos masturba.

A média atual de amigos online de um usuário comum é de 100 pessoas e deve chegar a 500 em não muito tempo, segundo as estimativas.

A conta típica do usuário Zé Larry do Facebook pode ter em média um número de 50 amigos-bots misturados aos seus amigos humanos. Ok, considere-os como pessoas vivas ok? Já que nem sempre são amigos, mas ao menos são humanos...

Claro que o império iminente de bots não promete vídeos virais viciantes e não irão muito além de enlatar um "ah, que saudade", "feliz aniversário Larry" ou quem sabe até um "beijo me liga é nóiz!".

Você só deve começar a se preocupar mesmo se alguma nova rede social for lançada com o nome de Equilibrium e o convite venha em forma de um passaporte online para Libria para você visitar seu 'pai'. #éadica

Pessoalmente acho bots algo desprezível, mas dão dinheiro. Bastante. Isso provavelmente pelo facto de termos, em geral, uma certa predileção pelo automático.

Até mesmo a pseudo-crença de que podemos 'vencer' resultados previamente esperados, quer nas auto-respostas de páginas pela rede ou games complexos, todos novamente 'esperados', tudo isso traz grande parte do conforto que reorganiza a nova orbe cibernética e coloca todos em paz ao redor de uma fogueira de binários.

Quer pior do que o cabra que planta cenouras virtuais e te pede uma força para que você faça chover na horta dele? Então...

O fato é que se a hipotética sugerida se confirmar, o típico Zé Larry pode ter um choque ao perceber que a única saída para ter mais amigos pode ser mesmo passar a ouvir vozes e que o Aldol poderá ser a nova Navalgina.

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