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Cientistas, estranhamente não israelenses, criam robô que anda sobre a água

02/08/2011 às 9:30

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Imagem meramente ilustrativa

Existe uma corrente que defende que devemos primeiro procurar as soluções de nossos problemas de engenharia na Natureza. Faz sentido para a maior parte dos acasos, afinal ela teve 6000 4,5 bilhões de anos para experimentar com todo tipo de alternativa. Algumas soluções já atingiram tal grau de eficiência que não sofrem mais alterações significativas.

Os tubarões e golfinhos, por exemplo, são bem semelhantes em termos de forma, mas separados por milhões de anos. Não há muito mais onde melhorar em termos de hidrodinâmica, como os nadadores com maiôs que simulam as microperfurações da pele dos tubarões bem sabem.

Em outros casos a solução da natureza não é a melhor, mas há uma explicação. Tirando aquelas plantas que crescem em faroestes, a Natureza nunca inventou a roda. Indagando um cientista, sobre isso, fui surpreendido com a justificativa: Rodas precisam de estradas, não há muitos terrenos planos pelo mundo.

Nossa tecnologia de robôs se divide em duas grandes correntes: Uma tende a imitar a Natureza copiando movimentação de animais, outra tenta criar robôs humanoides. Qual está correta? Ambas.

A principal vantagem de um robô humanoide é utilizar todo o ferramental e meio-ambiente que desenvolvemos para nós mesmos nos últimos milênios. Um robô humanóide que consiga dirigir um carro é muito mais versátil do que um que utilize uma interface estilo Robocop, e não seja compatível com um monte de veículos.

Já um robô que inspecione oleodutos funciona muito melhor na forma de uma cobra ou aranha do que na forma de um homem. Em grandes desastres faz muito mais sentido mandar um monte daquelas aranhas do Minority Report, que se embrenham em qualquer canto.

Dos robôs que imitam a natureza um dos mais originais é este coleguinha aqui, desenvolvido pelo laboratório de robótica e sistemas da Escola de Engenharia Química e Robótica do Instituto de Tecnologia de Harbin, China.

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Utilizando dois motores, duas pernas para movimentação e o resto para se sustentar, o bichinho emula perfeitamente o fenômeno conhecido por qualquer mosquito razoavelmente inteligente (dentro dos padrões deles, claro).

Mais do que ficar parado, o robozinho do tamanho de uma moeda já se move, dando os primeiros passos aquáticos rumo a enxames de robôs de sensoreamento remoto, monitoração de condições atmosféricas e várias outras funções. Sem pensar muito dá pra imaginar um monte desses bichos em caixas d´água, caçando larvas do mosquito da dengue.

Fonte: Gizmag

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