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Virgin Mobile está vindo para o Brasil -- e traz ideias controversas sobre o Android

Apesar de tomar a liberdade de "arrancar" o MOTOBLUR de aparelhos da Motorola, a operadora Virgin Mobile considera o uso de ROMs customizadas, bem como a obtenção de acesso root, como violações do seu termo de serviços, num clássico exemplo de "faça o que eu digo, não faça o que eu faço".

13/06/2011 às 14:57

virgin-mobile Na semana passada tivemos a notícia de que a Virgin Mobile estaria em negociações para começar a trabalhar no mercado brasileiro como uma operadora virtual. Ou seja, a Virgin irá oferecer serviços de telefonia utilizando a base instalada de outras operadoras com as quais firme parcerias por aqui.

Até aí, tudo bem. Esperemos para ver o que a empresa tem a oferecer.

Nos últimos dias, duas notícias envolvendo a Virgin chamaram a atenção da comunidade que mexe mais a fundo com smartphones, principalmente na plataforma Android.

Primeiro, a empresa declarou que iria comercializar o Motorola Triumph com a interface padrão do Android, tomando a liberdade de arrancar fora o MOTOBLUR, instalado originalmente no aparelho.

Segundo a Virgin, o objetivo da alteração é dar ao usuário mais liberdade sobre as customizações do sistema, fornecendo um Android mais puro sobre o qual, caso queira, o usuário instalará os launchers e widgets que bem entender. Claro que uma boa leva de bloatware da empresa virá no sistema, mas só em remover o MOTOBLUR eles já caíram na simpatia de muita gente na comunidade.

Quem, diante dessa notícia, imaginou que a Virgin estava abraçando as comunidades em prol da ampla customizabilidade do Android, se enganou tremendamente. A operadora acabou de soltar uma declaração afirmando que desaprova o uso de ROMs customizadas em smartphones e até mesmo o emprego de procedimentos que garantam acesso root. Ambas as práticas, segundo a operadora, consistem em violação dos termos de serviço -- façam o que eu digo, não façam o que eu faço.

Talvez a declaração tenha causado surpresa por ter vindo logo após o anúncio do Motorola Triumph “deblurred”, mas ela não parece diferir muito do pensamento das operadoras em geral. Os procedimentos de customização levam à perda da garantia dos aparelhos em todas as relações de consumidor conhecidas. Essas práticas devem ser usadas por quem tem consciência dos riscos e deseja assumi-los.

Difícil mesmo, tanto no plano jurídico quanto no estritamente técnico, é que as operadoras passem a verificar alterações em firmwares para tomar medidas contra seus usuários, como bloqueio de acesso. Caso isso venha a acontecer, veremos muita gente xingando muito no Twitter, no mínimo.

Com informações: Android Police.

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