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Lockheed Martin atacada vigorosamente nessa semana

Empresa que presta serviços de TI para o governo dos EUA sofre ataque, mas nada é afetado.

01/06/2011 às 8:06

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"We never forget who we're working for" - assinatura da LM

Assim é assinada a logomarca da Lockheed Martin, a maior fornecedora de servicos de TI e tecnologia bélica e de inteligência para o governo dos EUA.

Nos últimos dias a empresa tem sido alvo constante de ciber-ataques e tem dado o sangue na canequinha para se safar das sucessivas tentativas de invasão.

A empresa é alvo constante de ataques (por razões óbvias) e tem mantido um histórico bem sucedido de contornar o fato de que tem um entre os maiores alvos desenhado no meio da testa.

No último domingo (29) a empresa informou que sofreu um ataque "significativo e tenaz" e, dessa vez, teve que tomar medidas um pouco mais incomuns para se livrar dos intrusos.

"O fato é que nessa nova realidade, somos um alvo frequente de adversários ao redor do mundo", comentou Sandra Barbour, VP de informação da Lockheed Martin.

Quando o parceiro é contratado por um cliente de peso, normalmente ele não precisa se virar sozinho quando as coisas esquentam. Quem confirmou e até colaborou no monitoramento e intervenção foi o próprio Departamento de Segurança Nacional norte-americano.

Ambos, DHS e Pentágono, notificaram simultaneamente a empresa que seus sistemas estava sob um vigoroso ataque. Pouco depois, a Tenente Coronel April Cunningham informou a imprensa oficial que "o impacto no Pentágono foi mínimo e que não esperavam nenhum efeito adverso".

Com uma preocupação justificada de comprometer dados críticos de defesa, Chris Ortman, porta-voz do DHS, informou que a agência e o Pentágono estão a trabalhar junto à Lockheed Martin para determinar quais foram as brechas para o ataque e também para "oferecer recomendações que venham a mitigar riscos futuros".

A LM disse que detectou o ataque de 21 de maio quase que imediatamente e iniciou o processo de contra-medidas no mesmo instante. Como resultado, emitiu uma nota dizendo que "nossos sistemas permanecem seguros; nenhum dado de quaisquer clientes, programas ou funcionários foram comprometidos".

A empresa ainda trabalha para religar complemente uma imensa rede de VPN exclusiva para funcionários e oficiais do governo. O seu desligamento foi a primeira e a mais sensível medida (nunca antes) tomada diante dos comuns ataques.

O ataque foi confirmado pela Associated Press.

Não deve ser fácil atender uma conta como a do Tio Sam. Já imaginou se alguém estivesse distraído por um pouquinho só a mais?

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