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PayPal processa Google por espionagem industrial

PayPal acusa ex-funcionário de levar à Google informações sigilosas sobre sistema de pagamento móvel que dá base ao Google Wallet.

28/05/2011 às 13:37

Paypal vs google

Novos projetos no Vale do Silício são como água jorrando da fonte e a época é boa para lançamentos. Também para pelejas legais.

O PayPal acaba de processar a Google logo após o lançamento nessa última quinta-feira (26) do Google Wallet e do Google Offers. Segundo o PayPal, a empresa não seria capaz de tais projetos sem que antes lhes tivesse "roubado informações secretas".

O Google Offers é um novo serviço da empresa que funciona como o Groupon, distribuindo cupons de compras e oportunidades de consumo em grupo; já o Google Wallet é um novo sistema de pagamentos baseado na tecnologia NFC.

A pesada acusação ressona com a recente saída de um funcionário da casa que foi trabalhar para o titã das pesquisas, logo após uma negociação fracassada em que o PayPal seria a principal ferramenta de pagamentos para o Android.

O PayPal alega que tem trabalhado há meses um uma tecnologia que ofereceria ao mercado a "próxima geração de sistemas de pagamento móvel" para pontos de venda e uma série de outros serviços interligados.

O site também incluiu no processo o pormenor de que um "funcionário com conhecimentos profundos" do projeto e seus principais sigilos, o executivo sênior Osama Bedier, fora recrutado por Stephanie Tilenius (ex-executiva do eBay, dona do PayPal) em 24 de janeiro deste ano e que teve toda a sua vantagem competitiva subtraída de maneira ilegal e anti-ética.

O que provocou um grande alvoroço foi o fato de que a empresa alega em seu depoimento de instauração do processo que Bedier, no momento de sua entrevista para trabalhar na Google, estava ele próprio à frente de conduzir as negociações que levariam o PayPal a ser o sistema oficial de pagamento móvel para o então possível parceiro.

Durante as conversações que teriam como fim o fechamento deste acordo, o Paypal afirma que ele teria "fornecido ao Google uma extensa aula a respeito de nossos sistemas de pagamentos" ainda em desenvolvimento e naturalmente sob o sigilo padrão de uma propriedade intelectual ainda não publicada.

Mesmo diante de uma menção anterior de Bedier, em novembro de 2010, onde ele já considerava aproximar-se profissionalmente da Google, o PayPal o considera como pivô para aquilo que pode vir a ser um grande escândalo, dizendo inclusive que ele teria "se apropriado ilegalmente de segredos industriais" da empresa para beneficiar sua transição.

A Google distribuiu uma nota oficial enlatada que só fez enfurecer o PayPal, dizendo:

"O Vale do Silício foi construído a partir da habilidade de indíviduos empregarem os seus conhecimentos na procura de melhores oportunidades de trabalho, uma idéia reconhecida tanto pela lei californiana, como também pela política pública (do país)".

Resta que fique provado agora que Bedier usou, de fato, uma informação privilegiada para migrar para a Google e se esses segredos pertenciam a ele ou ao seu antigo empregador.

De qualquer maneira, as coisas não ficarão muito fáceis para Bedier no futuro, pois a Google pode até tê-lo contratado agora para imprimir um novo ritmo aos seus projetos em finanças móveis. Mas quem o contraria no futuro depois que a letra escarlate de "possível traíra" fosse pendurada em sua gravata de seda italiana?

Para finalizar, a Google declarou através de seu porta-voz que:

"Nós respeitamos segredos industriais e vamos nos defender contra as referidas acusações."

Água disponível? Sim, porém, os canos dos Vale do Silício estão imundos de sujeira...

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