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Bitcoin quer ser a verdadeira moedinha virtual

Bitcoins chega com um sistema estranho de "criação" de dinheiro virtual e clama para si a alcunha de ser a primeira moeda verdadeiramente digital. Será que cola?

19/05/2011 às 15:53

Existem diversos sistemas de "moeda virtual" que dão aquela forcinha na hora de realizar compras online. Em vez de digitar o número do seu cartão em qualquer .com por aí, esses sistemas, cujo maior expoente é o PayPal, requer apenas dois cliques.

Tudo acontece automagicamente. Após confirmar a compra, o PayPal e seus similares debitam o valor gasto dos créditos da sua conta ou, na falta desses, na fatura do seu cartão de crédito, e a transação é concluída com sucesso.

Parece muito moderno, e é! Mas no meio de campo temos as instituições bancárias, as mesmas que no século passado registraram movimentações da poupança numa caderneta de papel e que, até hoje, arrancam o couro dos pobres coitados que recorrem ao cheque especial.

Bitcoin, a moeda virtual Com a proposta de ser, verdadeiramente, a moeda virtual definitiva, surgiram as Bitcoins. Não há intermediários aqui, todas as trocas entre as pessoas é feita de forma direta, num esquema meio P2P. Existe um software, open source e com versões para Windows, Mac OS X e Linux, para controlar as finanças e enviar/receber Bitcoins.

O detalhe mais... curioso, porém, é na forma como as moedinhas são criadas. No mundo real, o dinheiro sempre vem em troca de alguma coisa: pedras preciosas, bens de consumo, alimentos, força de trabalho. As Bitcoins, não. Elas são criadas num esquema de "mineração virtual", que utiliza o processamento dos próprios computadores para "cunhar" as moedas. Esse monte de aspas não é acidental e, sim, eu também levantei uma sobrancelha ao ler isso.

Essa forma de geração garante um certo controle sobre a economia das Bitcoins. Seus criadores garantem que jamais existirão mais de 21 milhões delas, e na medida em que mais pessoas entrarem na brincadeira, o processo de mineração ficará menos e menos rentável. Dessa vez, pelo menos nesse aspecto, early adopters têm boas chances de se darem bem.

Ok, tudo muito lindo, mas o que dá para comprar com as Bitcoins? As lojas virtuais, obviamente, têm que estar adaptadas para essa nova moeda. A wiki do serviço traz uma seção com um punhado delas que já estão adaptadas. Tem desde desenvolvedores de games independentes, passando por lojas de camisetas, livros e até serviços de hospedagem. Pela periculosidade do esquema, diria até que o rol de lojas é bastante grande.

Com a promessa de ser para a economia o que a web foi e ainda é para a publicação de conteúdo, os objetivos das Bitcoins são bem ousados e, caso eles ganhem visibilidade e angariem usuários, não duvido nada que governos e grandes instituições criem barreiras para a sua utilização.

Em 2009, existiam 41 moedas alternativas no Brasil, todas com o aval do governo. O objetivo delas é fomentar a economia local, de bairros e pequenas cidades, incentivando o gasto no comércio da região. Será que as Bitcoins podem entrar nesse contexto, servindo de moeda corrente para transações na "região Internet"? Ou o fato de não gerar o pagamento de impostos trará problemas às Bitcoins? O que você acha?

Com informações do Gizmodo.

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