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Firebird OPV – Piloto Opcional – Sorry, Maverick

Firebird, da Northrop Grumman, funciona como UAV mas, nos momentos de crise, pode ser pilotado por um ser humano "presencialmente" também.

11/05/2011 às 11:12

Firebird

Vivemos a Era de Ouro dos nerds de combate. De salas com ar condicionado, café e rosquinhas em uma base aérea no deserto de Nevada, pilotos de teclado comandam UAVs — Veículos Aéreos Não-Tripulados do outro lado do mundo.

Já foi revelado que pelo menos um UAV foi usado para observar a missão que deu cabo de Osama, e o bom senso diz que muito provavelmente estava armado, para ser usado como apoio aos SEALs, como se precisassem.

Faz todo o sentido do mundo mandar somente máquinas, mantendo o piloto, a parte mais frágil e mais cara, longe do perigo, mas nem sempre isso é possível.

UAVs não têm reações rápidas. As Leis da Física forçam um lag que a maioria dos gamers acharia inaceitável. Um sinal para chegar em um Predador voando sobre o Afeganistão passa por pelo menos dois satélites geoestacionários. 36.500 km para subir até a Órbita de Clarke, mais algumas dezenas de milhares até o outro satélite, 36.500 km pra descer. Façam as contas, mesmo viajando a 299.792,5 km/s fica inviável reagir com velocidade suficiente para um vôo mais… dinâmico.

Uma alternativa é colocar as unidades de controle mais próximas do teatro de combate, mas isso além de deixá-las vulneráveis, mostra ao inimigo que… bem…. há unidades de controle de UAVs por perto, portanto há UAVs, e um UAV quando enfrenta um caça, o resultado é um só:

A figura do piloto AINDA é essencial quando precisamos de respostas rápidas e o cenário dinâmico exige constantes mudanças de planos. Só que como todo mundo está na pindaíba, não dá para manter uma frota de U2s só para usar de vez em quando.

A saída é o conceito de Piloto Opcional. O Firebird, da Northrop Grumman é um protótipo que está sendo oferecido para preencher essa lacuna. Com 10m de comprimento e 20 de envergadura, é projetado para voar por períodos de 24 a 40 horas, mantendo altitude de 30 mil pés e carregando até 562 kg de equipamentos de reconhecimento. É um monte de câmeras.

Além de funcionar como um UAV normal, controlado remotamente, o Firebird pode ser pilotado de forma convencional. Significa que em casos onde o inimigo use algum tipo de interferência eletromagnética para sabotar os sinais de controle do UAV, o equipamento se torna imune, pois há um sujeito de carne e osso no manche.

Alguns dirão que é retrocesso reintroduzir o elemento humano na equação, mas até a Revolta das Máquinas ocorrer e todos formos transformados em baterias pela Matrix, ainda há coisas que humanos fazem melhor. É arriscado? Com certeza, mas se não fosse não chamariam de guerra.

Fonte: Gizmag.

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