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Mark Shuttleworth quer 200 milhões de usuários do Ubuntu até 2015

Criador do Ubuntu diz que, até 2015, a distro Linux mais popular e simpática do mercado terá 200 milhões de usuários.

09/05/2011 às 15:59

O Ubuntu recebe bastante atenção da mídia e, entre os pouquíssimos usuários domésticos que se arriscam com uma distro Linux, figura entre as prediletas.

Mas mesmo com todo o trabalho para fazer do Ubuntu o "Linux para seres humanos", parece que o sistema não emplaca. O Linux, considerando todas as distribuições, não apenas o Ubuntu, patina há anos com 1% de uso segundo diversos institutos de estatísticas renomados, como Net Applications e comScore. Até o iPad já passou o sistema do pobre Tux...

Ubuntu: em 200 milhões desses até 2015.

Ubuntu: em 200 milhões desses até 2015.

Em abril do ano passado, a Canonical anunciou que havia, no mundo todo, 12 milhões de usuários do Ubuntu. De lá para cá o cenário não deve ter mudado muito, o que reforça a surpresa da declaração de Mark Shuttleworth, criador do Ubuntu, feita durante uma conferência para desenvolvedores do sistema, em Budapeste, na Hungria. Disse ele:

"Nossa meta é ter 200 milhões de usuários do Ubuntu em 4 anos. Não estamos num jogo pelos corações e mentes dos desenvolvedores — estamos no jogo pelos corações e mentes do mundo. E para alcançar isso nós precisamos jogar de acordo com novas regras."

As "novas regras" às quais Shuttleworth se refere diz respeito, basicamente, à tomada de decisões, ou melhor, a quem as toma. Coisas como a promoção da Unity a interface padrão no sistema parecem ter abalado membros da comunidade, mas era algo que precisava ser feito. No início da palestra, Shuttleworth inclusive citou, diretamente, os debates e críticas que recebeu por conta disso, e se mostrou aberto a discussões.

Independente dos planos, a Canonical terá bastante trabalho para alcançar essa ambiciosa meta. O Hardware cita algumas frentes que podem ser trabalhadas para elevar o market share do Ubuntu, mas todas são incertas e podem sofrer intereferências, como contratos com integradores e fabricantes de PCs — a Microsoft certamente interferiria nesse tipo de negócio, como fez quando os netbooks despontaram.

200 milhões em quatro anos? Aumentar a sua base de usuários ~1666% num espaço tão curto? Será isso apenas uma meta vazia, para animar os desenvolvedores, ou o sempre otimista Mark Shuttleworth tem alguma carta na manga para fazer o Ubuntu acontecer?

Via OMG! Ubuntu!.

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