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Sobre kronum, esporte, saudade e o futuro

Conheça o Kronum, o esporte moderno.

18/04/2011 às 17:18

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Meu primeiro brinquedo que eu realmente usei foi um par de patins de plástico daqueles que vendiam em bancas de jornal, que se ajustavam a vários números de pés, lembra aí? Era Natal e eu fiquei possuído com o negócio. Bem novinho, acho que aos cinco anos.

A maioria de nós já praticou ou pratica mais de um esporte. Os esportes em si, tal qual nossas profissões, famílias, estudos e escolhas, são uma maneira de ilustrar como essas nossas preferências se agregam em grupos. Esses grupos terminam por revelar os nossos mais amplos indicadores, muitas vezes culturais, eco-sistemáticos, sociais e até mesmo geográficos e políticos.

O esporte é o movimento que carrega fisicamente o corpo para dentro de todas as outras esferas. Com ou sem objetivo, caminhando para descer a escada ou correndo atrás do ônibus, tudo é esporte. Ontem, hoje e amanhã também.

Eu, por exemplo, joguei baseball semi-profissional quando moleque, nos poderosos Gigantes 🙂 que, nas antigas, costumavam ter um campo lindo próximo da praça 14 Bis, nas imediações do metrô Armênia (sim, ensacávamos o CooperCotia e todo mundo, haha!). Se não me engano, hoje estão próximos da Barra Funda em SP. (E vc? o que fazia/faz nessa época?)

Comecei em um time menor, o Samsuy, da colônia japonesa e sendo gaijin era praticamente escupinchado todo dia pelo sensei, um dos melhores professores que tive na vida. Filho de pais separados, aquela confusão, etc... Hoje, até onde sei, os Gigantes continuam gigantes, têm um lindo campo, história e assumiram seu posto no baseball brasileiro. Que saudade.

Aí, fui morar fora e além de brincar de qualquer coisa que envolvesse esporte (em grupo ou individual), lá joguei hockey no gelo amador por um tempo. Dos habituais mais sérios, rugby, jiu-jitsu/judô por uns outros anos, ciclismo, corrida e pilates nos últimos. De futebolzinho de final de semana, a pião, truco ou ping-pong no intervalo da escola, acho que posso estabelecer com segurança que meu lance sempre foi muito mais o desporto que uma mera preferência isolada em si — e CLARO que truco é esporte!

Algo fora do estereótipo para um geek d'uma figa, mas quem (gente fina) liga mesmo para estereótipos? Sempre gostei de estudar, da escola, tanto quanto do desporto (e das garotas da escola). Tudo certo.

Pessoalmente, assim como para com qualquer outra coisa na vida, acho que o esporte deve ser algo como um mergulho pessoal e sem muita frescura. Aquela coisa capaz de movimentar o corpo com ao menos parte da mesma desenvoltura que o fazemos com a cabeça e tão porcamente com o espírito. Afinal, tudo está conectado e um não pode ser saudável e pleno sem o outro.

Heis que me deparei com um demonho de coisa chamada Kronum.

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Qualquer coisa que diga na legenda "Jogamos de acordo com as nossas próprias regras" me chama imediatamente a atenção. Daí, o próximo movimento foi o mais óbvio: pesquisar. E não é que o negócio provocou uma imensa curiosidade?

Kronum é o que, segundo seus fundadores, se chamaria a evolução do esporte. Extremamente bem organizado e com um excelente "layout" ambos para função quanto para o objetivo, o esporte já foi fundado com uma infinidade de jargões e um livro de regras substancialmente bem preenchido.

Inicialmente, para mim, a parte do "contato" do "sem frescura" e do "direto ao ponto" acabaram por me agradar mais pelo que vi até agora. O campo se parece com o brasão dos X-Men e tem quatro áreas de gol, com algumas seções e zonas a que são conferidas diferentes regras.

Na embolada, é um 10 contra 10 onde vale drible-da-vaca, chute de bico, enterrada de basquete, manchete, chapéu, strike de handball, cabeçada, trombada com voleio, jogo de corpo, assistência, bicicleta e o que vier. Ou seja, vale tudo, só não vale carrinho e não tem escanteio porque o campo é redondo.

São inúmeras as marcações de ponto (gols) e já me deu vontade de sair correndo só de ver. Pensando mais em pormenor, no sentido do desporto, achei interessantíssimo o estudo envolvido na composição do esporte em si, as regras, a combinação de habilidades e todo o propósito. Só acho em minha humilde e distante observação, que o goleiro merecia um capacete.

A princípio, confesso que imaginei que fosse coisa para Americano ver, ou então uma misturada tipo Esperanto que nasceu para integrar mas quase morreu sozinho. Mas, sem fanfarronice, acabei gostando de ver e conhecer (de longe) o tal Kronum.

Vai ver que foi o layout do campo, parece mesmo o logo da escolinha do Xavier...

Quem quiser cutucar esse negócio e avaliar a possibilidade de experimentar isso em terra canarinha, topo a conversa.

Aqui, um vídeo explicativo:

PS: deixo um carinhoso abraço cheio de saudade de todos do baseball e do rugby nacional. Se você não os conhece, está a perder a possibilidade de fazer contato com pessoas saudáveis, organizadas, de extrema honra e dedicação. E ao contrário do que se pensa, são muito democráticos e para qualquer um. Aqui vão links de clubes de Baseball e de Rugby no Brasil.

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