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Smoothee–parece sorvete, é uma steadicam porreta!

15/04/2011 às 17:46

bamg

Nos primórdios dos celulares com câmera a simples idéia de vídeo era uma piada. Claro, até hoje tenho a nítida certeza de que as imagens dos grandes acontecimentos são filmadas com SonyEriccson T68, pode reparar. Ninguém em desastres, guerras revoluções e tsunamis tem um celular com vídeo em HD, nem sequer VGA. São sempre imagens tremidas, do chão e granuladas.

Mesmo assim há um mundo teórico ideal onde todo mundo tem iPhones e Androids com qualidade de vídeo mais que decente. Gravar em HD sequer é exclusividade da Apple, fica a dica pro Jobs criar um nome tipo AppleVision pro iPhone 5 e tornar FullHD obsoleto, mesmo sendo a mesma coisa.

A dificuldade é que pelo próprio tamanho das lentes (o Gilson explica melhor –e direito-) celulares precisam de duas coisas: mão firme e muita luz. Muita luz é simples, é só seguir o ET Bilu e buscar conhecimento. Mão firme, complica, mesmo que você não more em Hill Valley.

Nosso olhos e nosso cérebro evoluíram para compensar internamente a movimentação da cabeça e do corpo. Uma experiência MUITO simples é andar com o celular filmando encostado no rosto, mesmo sem a movimentação dos olhos você perceberá que vazemos dezenas de micromovimentos involuntários o tempo todo.

Uma câmera não tem recursos pra compensar tanta movimentação. Os filtros normais de antishake comem parte da área de imagem, diminuem a qualidade geral e não funcionam de forma realmente satisfatória. A melhor forma de minimizar o balanço da câmera de mão é com uma steadycam, aquele equipamento que parece as armas usadas em Aliens (na verdade as armas foram baseadas em steadycams).

Um colete preso a um braço articulado com a câmera e contrapesos, a inércia cuida de manter a câmera se movimentando de forma suave. O resultado são filmagens de gente correndo em bosques onde dá pra ver a gente e o bosque (e até o Edward, auunnnnnn) e não borrões.

A parte chata: Isso é MUITO caro.

Fazer filmes com o celular significa que você se enquadra em uma das três categorias:

1 – você é estudante pobre tentando “inovar” ao mesmo tempo que se mantém dentro de orçamento de conserto de geladeira

2 – você é um cineasta de vanguarda, boina e barbicha, cheio de papo cabeça que acha Sundance mainstream demais e que assim como Copolla gasta 40% do orçamento do filme com cocaína, mas ao contrário dele nunca fez nada que preste. Para ser diferente e conseguir mais verba, está em fase de experimentação (técnica, não aquela da faculdade onde você por alguns minutos sair com mulheres) e fez uma aposta com seu traficante, garantindo que consegue tirar US$8 milhões de investidores otários para gravar qualquer porcaria com o celular. Pior, é provável que consiga.

3 – você não é profissional, gosta apenas de filmar suas viagens, seus filhos e brincar de edição no iMovie. Acha legal poder gravar filmes de qualidade decente sem levar aquele monte de tralha que levava, no tempo das filmadoras VHS e VHS-C.

Que tal ter acesso a uma steadycam barrratinha barratinha? É a Smoothee!

smoothee

Essa beelzinha é vendida com adaptadores pra iPhone 3GS, 4, iPod Touch e FlipCam, futuramente terá encaixes para outros celulares. O custo é de meros US$200,00. O resultado? Veja o vídeo abaixo, experimente repetir esse tipo de movimentação contando apenas com as mãos.

É o tipo de acessório que espero apareça logo nas boas lojas do ramo, ou mesmo na Deal Extreme. No mínimo tornaria as Sex Tapes bem mais profissionais.

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