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CoD: Black Ops, dos Rolling Stones à Soyuz

Saiba nossa opinião sobre o Call of Duty Black Ops, uma viagem pelos anos da Guerra Fria.

13/04/2011 às 14:15

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Ah, a guerra! Como disseram anteriormente, a guerra nunca muda e no caso dos Call of Duties, isso é ainda mais verdadeiro. Depois de passar por todos os principais títulos da franquia e de terminar recentemente o Black Ops do Playstation 3, distribuído no Brasil pela Zap Games, cheguei a conclusão de que o maior mérito da série nunca esteve na apresentação de novidades aos jogadores, mas na maneira como tanto a Treyarch quanto a Infinity Ward consegue entregar uma experiência muito próxima a dos melhores filmes de ação.

Ao atravessar a campanha principal do CoD: Black Ops, que como de costume peca pela curta duração, não foram poucas as vezes que me vi diante de situações memoráveis, fosse sabotando o conhecido programa espacial russo, tendo um encontro com um popular presidente norte-americano ou subindo um rio vietnamita a bordo de um barco e ouvindo a voz de Sir Mick Jagger e a guitarra nervosa de Keith Richards.

Antes do seu lançamento houve um certo temor por parte dos fãs quando estes souberam que não seria a criadora do Modern Warfare que faria o jogo e sim a sua co-irmã, já que esses achavam que ele não conseguiria ter qualidade superior a vista no World at War, até porque eles não deixariam de contar outra história situada no passado, mas na minha opinião a escolha pela Guerra Fria foi acertada. O período possui histórias muito boas para serem contadas e a maneira como a produtora desenvolveu o enredo do jogo, através de flashbacks, embora não seja algo novo, fez com que desejássemos jogar mais para saber no que o protagonista Alex Mason esteve envolvido.

dori_cod_12.04.11-2 Quanto a parte técnica, também não temos nenhuma novidade. A excepcional trilha sonora funciona muito bem, seja nas partes orquestradas ou quando ouvimos uma música de alguma banda dos anos 60, mas sempre tocadas nos momentos certos e a parte visual continua com a característica boa montagem dos cenários e as texturas conseguem dar conta do recado, apesar de a iluminação não conseguir competir com a de outras engines mais poderosas e depois de jogar o Battlefield Bad Company, fica sempre aquele desejo de que todos os cenários sejam destrutíveis.

A impressão que ele me deixou foi de não se tratar de um jogo perfeito, mas considero a sua campanha melhor até que a do Modern Warfare 2, com situações mais marcantes e uma história melhor elaborada, mesmo que sua linearidade possa incomodar alguns, com a maior parte da aventura parecendo demasiadamente coreografada, mas a proposta da série Call of Duty nunca foi diferente disso e se a ideia era entregar um jogo onde as pessoas tivessem que segurar a respiração durante boa parte do que seria mostrado na tela, o objetivo foi alcançado e e fica fácil perceber porque ele se tornou um sucesso comercial tão grande.

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