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Macs ganham a guerra da usabilidade

07/08/2006 às 11:16



Essa saiu no Gizmodo, nos bastidores do desfile da Victoria´s Secret, Gisele Bundchen e Alessandra Ambrosio brincando com powerbooks. O que não saiu é o que está nas entrelinhas das fotos; ambas foram flagradas realmente interessadas nos computadores, mesmo quando não estavam posando. Gisele inclusive não largou o dela nem para comer (outra coisa que eu não sabia que modelos faziam).

O que se repete é o fenômeno da atração que a Apple exerce sobre pessoas normais. Ao exorcisar os geeks e nerds de seus produtos, a Apple atraiu usuários que efetivamente têm um trabalho a fazer mas não se sentem aptos / interessados em "aprender a mexer em computador". O fanático que escreve um how-to de 10 páginas para instalar um driver de vídeo no Linux, ou o louco que pesquisa 250 chaves de registro que darão um ganho de performance de 0,04% no Windows não entendem isso, mas muita gente "só quer usar".

Nesse conceito, ninguém supera os Macs. Conheço gente que usa XP, testou Ubuntu, achou legalzinho mas nada de uau. Quando mexeu em um Mac, depois de 10 minutos estava fazendo as contas para comprar um.

Há como a concorrência alcançar isso? Não tão cedo.

Seria preciso um Windows que saísse de fábrica perfeitamente azeitado para o Hardware (ok, fabricantes de notebook já fazem isso) mas sem os irritantes problemas de segurança e a imensa quantidade de informação que só afoga o usuário.

Para o Linux, um acordo com um GRANDE fabricante de notebooks E a mudança da mentalidade geek. Um usuário da Apple compra um Powerbook, NÃO um notebook Apple rodando MacOSX Jaguatirica ou seja lá o nome da semana, com kernel 4.3.22 RC Alpha, DoubleThread com arquitetura MicroChannel.

Ao contrário do que alguns criticos dizem, Isso não é errado. Um carro 0KM não vem com um kit de ferramentas "conserte você mesmo". Você compra esperando tirar da loja e sair dirigindo. È justo exigir conhecimentos de direção, não de mecânica e engenharia automotiva.

A excelente campanha de tv da Apple usa exatamente essa abordagem, gente comum reclamando do PC, falando de como usam seus Apples no dia-a-dia, sem NENHUM termo técnico, megapixel, gigahertz, SLI ou similares.
Por essas e outras a Apple vai crescendo. Notebooks já vendem mais que desktops nos EUA, e a empresa de Cupertino morde 12% desse mercado. E, como bem dito nos comentários do Slashdot, são os top 12%. Ao contrário da Dell, HP e Lenovo, a Apple não vende notebooks populares pouco melhores que a máquina do Negroponte.

O MacBook mais barato na AppleStore custa US$1090,00. Já o fusquinha da Dell custa US$499,00.

Com a popularização dos Macs (Hollywood só usa Macs nos filmes, visualmente são muito mais atraentes) e as crescentes exigências de hardware do Windows, na hora do inevitável upgrade, o usuário começa a pensar seriamente se vale a pena ficar com o Windows ou é melhor ir direto para um Mac.

E não, o calcanhar de aquiles do Mac para muitos de nós, os jogos, não interessam para a maioria dos usuários. Em último caso, agora é possível um dual boot, rodar um XP só para jogos e ter o melhor de dois mundos, em um Mac.

Se você mora nos EUA, claro. Aqui no Brasil para ter um Mac só com salário de executivo da Apple.

PS: Mais fotos da Gisele e da Alessandra, de presente para quem chegou até aqui.

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