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5 coisas que o Linux poderia aprender com a Microsoft.

24/07/2006 às 2:12

Independente de gostar ou não da Microsoft, existem coisas que o Linux (e o software livre, em geral) poderia aprender com ela, é o que diz o Linux Watch, afinal ela não é uma empresa de sucesso, a toa.

Segundo o artigo essas coisas seriam:

  1. MSDN

    Uma central onde os programadores pudessem ter um ponto de partida, para auxiliar no desenvolvimento do software livre.

  2. Interfaces comuns

    As constantes mudanças de interface entre os vários sistemas de gerenciamento de janelas, podem ser frustrantes para os usuários.

  3. Formatos Comuns

    Os aplicativos da Microsoft conseguem conversar entre si, através de seus arquivos e a compatibilidade com os formatos antigos se mantem nas versões atuais.

  4. Marketing

    Nada é feito na área de marketing, no máximo movimentos discretos, por muito tempo o grande marketing do Linux foi justamente ser o novo prodígio, mas quanto mais comum ele se torna, menos esse marketing funciona.

  5. OEM

    Maquinas com Linux já instalado de fábrica, a maioria não quer se preocupar em instalar um sistema operacional, só quer usar o computador.

Este texto peca, em tentar comparar o Linux com uma empresa, porém alguns destes casos de sucesso podem ser aplicados ao software livre para que seja possível ter algo cada vez melhor.

MSDN - É um exemplo que poderia ser bem adaptado ao Linux, um local central, onde novos desenvolvedores pudessem saber por onde e como começar a ajudar no desenvolvimento, existem iniciativas isoladas e sites com muita informação espalhada.
Isso pode consumir muito tempo do desenvolvedor que acabou de conhecer o software livre e pretende ajudar.

Interfaces Comuns – Isso gera aumento de produtividade, já que o tempo para se ambientar em uma nova ferramenta é menor, hoje se você usar uma distribuição que usa o KDE em casa e uma que usa Gnome no trabalho, terá dificuldades de adaptação.

Formatos comuns – Este ponto fica sem sentido, com a adoção do ODF.

Marketing – Talvez a melhor área onde o Linux deva melhorar, o hype em torno do Linux diminui proporcionalmente com o aumento da base instalada, cada vez menos as pessoas ficarão maravilhadas simplesmente porque uma máquina roda Linux.

Se não houver um investimento real por base das empresas que vivem da venda de serviços ou versões corporativas do Linux, dificilmente atingiremos o usuário normal, que vê um comercial do Windows em uma revista e fica maravilhado com o que ele pode fazer.

Que o Linux pode fazer mais coisas melhores que o Windows, é praticamente indiscutível, mas do que adianta isso se ninguém souber?

Até hoje ouço pessoas reclamando do Linux dizendo que não gostam de usar o “DOS” dele, sendo que é perfeitamente viável para um usuário mediano usar o Linux sem nem olhar para o shell.

OEM – Isso ajudaria a diminuir bastante a resistência ao Linux, já que o usuário não teria que lidar com a instalação do mesmo.

Mas para ter apoio dos grandes fabricantes, a principal lição que o Linux deveria aprender, seria a padronização, principalmente das APIs (Application Program Interfaces), pois as empresas visam lucros e ter que fazer a mesma coisa de 32 maneiras diferentes ao criar um aplicativo é completamente contraproducente.

Já existe um projeto para isso o LSB (Linux Standard Base), que pretende unificar a árvore de diretórios e as APIs, porém, infelizmente, com exceção da Hed Rat, parece que quase ninguém leva isso a sério (ou pelo menos, não como uma prioridade).

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