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Análise: Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors (DS)

28/02/2011 às 10:12

O que você faria caso acordasse em um estranho lugar, junto à desconhecidos? E pior ainda, você descobre que está participando de um jogo onde sua vida está apostada. É essa a sensação que o game Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors tenta passar para o jogador. Lançado para Nintendo DS em Novembro de 2010, o jogo mistura suspense e exploração de uma forma muito agradável.

No jogo, controlamos o personagem Jumpei. um jovem colegial que acorda em um estranho lugar. Após re-ganhar sua consciência, percebe que está em um quarto de navio. Ele nota também que está usando um estranho bracelete com um visor LCD, contendo apenas um número: 5. Esse mesmo número encontra-se na porta, que leva a saída do quarto.

Após escapar, Jumpin encontra outras 8 pessoas. Aparentemente, alguém que se auto-denomina "Zero" está por trás disso. Ele sequestrou essas 9 pessoas para participarem de um jogo chamado "Nonary Game". O objetivo é simples: Os participantes possuem o prazo de 9 horas para encontrar a saída no navio, antes que o mesmo comece a afundar. Mas não é tão simples assim.

O "Nonary Game" faz bastante uso do "Digital Root". Vou dar um exemplo: Pegue o número 248. 2+4+8 = 14. 1+4 =5. Portanto, o Digital Root dos números 2, 4 e 8 é 5. Se você se atrapalhar, não se preocupe: O game possui uma calculadora disponível.

As portas no navio possuem um número, também de 1 a 9. Mas em cada porta só podem entrar de 3 a 5 pessoas, e o Digital Root deles precisa ser o mesmo da porta. Para isso, existe o RED, que é uma espécie de leitor para detectar o número de cada pessoa. Segundo Zero, a porta 9 os levará para a saída.

Mas espere, porque isso tudo? Simples: O bracelete não é simplesmente um visor com um número. É um detonador. Cada um dos participantes possui uma bomba implantada em seu estômago. Após entrarem nas portas, o bracelete começa uma contagem de 81 segundos. Para impedir sua morte, as mesmas pessoas que entraram na porta, precisam encontrar e desativar o DEAD, que é um dispositivo com a função de parar o detonador.

O jogo se baseia principalmente na exploração. Em cada uma das portas, o jogador se encontrará nas mais variadas áreas, desde um quarto escuro e assustador até um cassino. O objetivo é bem simples. Cada uma dessas localidades possui uma porta de saída trancada por uma chave ou um cartão. Você terá que ir encontrando itens e solucionando enigmas para continuar avançando na aventura. Não há limite de tempo.

Porém, Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors possui algo que pode desanimar muitos jogadores: Seus imensos textos. Geralmente,
após você passar cerca de 10 a 20 minutos para completar uma fase, você terá que ler enormes conversas entre os personagens. Tudo bem que isso é muito importante para o enredo, mas muitos desses diálogos podem parecer confusos e desnecessários. Vale lembrar que eles podem surgir até mesmo durante uma fase, geralmente após você encontrar determinado item, ou solucionar um enigma. Felizmente, o jogo possui Save disponível a todo momento, assim, caso você se canse de ler, pode salvar e continuar depois.

Como há 6 finais diferentes para a aventura, você muitas vezes terá que tomar decisões no caminho. Como por exemplo, qual porta você vai entrar. Lembre-se: Cada simples escolha vai levar a futuros acontecimentos. Por exemplo, quando você escolhe entrar em uma porta com um determinado grupo de pessoas, você não vai saber o que está acontecendo com o outro grupo. É bem interessante quando você se apega a um personagem. Muitas vezes você vai ter que acabar se separando dele, e fica na expectativa para que ele não morra enquanto está longe.

Os cenários consistem de imagens "paradas", ou seja, não há animações nos locais de exploração. Geralmente, você pode ver um item destacado, indicando que você pode pegá-lo. Ou, ao clicar em um armário, por exemplo, o personagem pode abrí-lo para ver se há algo dentro. Um fato bem legal é que você pode interagir com quase tudo, mesmo que seja só para ler um comentário de alguém, algumas vezes, bem humorado.

Os personagens são desenhados num estilo 2D, semelhante a jogos como Ace Attorney e Professor Layton, e só aparecem quando vão falar alguma coisa, ou quando são citados pelo enredo do jogo. Durante uma cutscene, a tela de baixo do DS, é usada para descrever acontecimentos, ou sensações, como se você estivesse lendo um livro. Na tela de cima, ocorrem as falas das pessoas. Isso acaba sendo uma experiência bem interessante.

999 não demora muito para te prender. Geralmente, após você completar a primeira fase do game, e conhecer os personagens, você vai querer jogar até descobrir mais sobre eles, ou, quem sabe até solucionar um dos enigmas principais: Porque Jumpei está lá? O que essas pessoas tem em comum? Quem é Zero? Qual é o objetivo do Nonary Game? São questões que só o jogo pode te responder. Lembre-se: São 6 finais, e tudo depende de você.

Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors conseguiu me manter "preso" durante os últimos dias, até abrir todos os finais. No fim, é um ótimo jogo, mas requer muito tempo e paciência para ler todos os acontecimentos. E você, será que consegue sair vivo dessa?

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