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Ken Levine e a imersão nos jogos

Para criador do Bioshock, FPSs são os melhores jogos para levar imersão às pessoas.

25/02/2011 às 15:58

dori_bio_24.02.11

Para muitas pessoas os FPSs não passam de galerias de tiros onde apenas reflexos são exigidos do jogador, mas para Ken Levine, criador do System Shock 2 e do Bioshock, o gênero é o responsável por proporcionar umas das melhores imersões dos videogames e mais do que isso, para ele os jogos eletrônicos conseguem nos proporcionar algo que só poderia ser alcançado com mais facilidade quando ainda somos crianças.

Penso que é uma maneira mais direta de engajar-se, é uma barreira a menos para a experiência. É estranho estar nas pele de outra pessoa. É algo que fazemos naturalmente quando crianças, mas que se torna muito mais difícil quando nos tornamos adultos. Acho que os jogos nos dão um empurrão na direção certa daquela experiência de interpretar da nossa infância.

O game designer concluiu dizendo que os games servem para quebrar a barreira criada pela autoconsciência e que nos impede de viver o papel de um personagem quando somos adultos e que por isso os considera algo tão poderoso, algo que concordo plenamente.

Eu nunca havia pensado nos jogos de tiro em primeira pessoa por esse lado e depois de ver a opinião de Levine, comecei a entender melhor porque gosto tanto do gênero. Para mim é praticamente impossível começar a jogar um The Elder Scroll ou um Fallout 3 e não me sentir na pele do personagem e acredito que é por isso que jogos assim consegue mexer tanto comigo. Quando entrei na submersa Rapture ou tentei fugir de City-17, mesmo que inconsciente eu senti como se realmente estivesse passando pelas situações propostas pelos jogos e acho que esse é o principal objetivo deles, nos transportar para mundos fantásticos e nos fazer esquecer dos problemas da vida real e nesse aspecto os FPS estão um passo a frente dos demais.

[via IndustryGamers]

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