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Nokia rodando Windows? Já vi esse filme, mas dessa vez Han atira antes.

04/02/2011 às 20:39

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A Nokia é um dinossauro, o problema é que o meteoro que a destruirá é movido por um motor alimentado a combustível homeopático e controlado por Linux rodando num iPod. A posição da empresa é sólida, dominam com margem o mercado de smartphones. Quer dizer, dominavam, hoje o que se chama de smartphone (iPhone, Android, Blackberry) deixou os aparelhos da Nokia para trás faz tempo.

Mesmo assim seus sucessos, como o N95, e seus aparelhos perfeitos, como o magnífico E71 estão por toda parte. Seus feature phones são usados no mundo todo, inclusive no fim do mundo, que compõe 80% do planeta.

Só que cada dia que passa mais gente migra para telefones mais complexos. Mesmo nos países pobres o feature phone de hoje tem câmera. As operadoras inventam gambiarras para adicionar redes sociais a esses telefones, mas é algo claramente provisório. Não acredito que alguém pague R$0,15 por mensagem para Twittar pela vivo por SMS.

A Nokia vem tentando entrar no mercado de smartphones pós-revolução industrial, mas o Symbian, que é o Caminho a Verdade a Luz e a Vida está ficando velho, ele é inadequado para os aparelhos modernos. Não gerencia bem a quantidade de dados necessária para uma experiência mobile nos dias de hoje. Convenhamos, OITO confirmações para atualizar um programa?

As novas versões do Symbian não empolgam. Lançar uma versão já com roadmap detalhado para a próxima e incompatível versão, com menos de 8 meses entre elas? É pedir para ninguém desenvolver. O Maemo também não empolgou. Pouco software, rodando basicamente em um aparelho –o N900- que era caro e trambolho para um celular, embora mantivesse as dimensões dos lindos N800 e N850, que convenciam como mini-tablets.

É reprise

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A Palm, que já foi sinônimo de PDA passou por crise semelhante. Perdeu espaço para a concorrência e um belo dia teve que apelar. Lançou, para desespero e indignação da base de fãs um PDA/Smartphone rodando Windows Mobile. Foi uma tentativa de recuperar o mercado corporativo.

Deu tão certo que a Palm foi vendida para a HP em troca de duas Narjaras Turettas e um saco de pitombas.

Agora a Nokia anuncia para semana que vem uma grande mudança na sua estratégia para celulares. Analistas se dividem entre Android e Windows Phone 7, mas é pule de dez que o Symbian, o Maemo ou os dois vão rodar.

O Android seria de implementação mais fácil, mas tudo que a Nokia não precisa é virar commodity. Ser mais do mesmo num mar onde até rádio de pilha roda Android não é diferencial. Seria preciso um aparelho muito, muito bom para vencer a desconfiança da marca Nokia, queimada com o mercado de Smartphones de verdade. O Android não é diferencial, há excelentes aparelhos Android de outros fabricantes.

Já o Windows Phone 7 pode ser diferente. Ele é inovador, foge da metáfora usada pelo Android e pelo iPhone, é ideal para o público que não gosta do modelo tradicional. Tem toda a integração com ambiente Office que o Android e o iPhone só chegam perto, tem o peso da Microsoft E o da Nokia.

Especula-se que a Microsoft estaria disposta inclusive a abrir mão da sua loja de aplicativos, mantendo a OVI Store como loja básica dos aparelhos.

É um preço pequeno, pois um Nokia dentro das especificações do Windows Phone seria “A” legitimação da plataforma.

Pode ser a salvação mútua. Da Nokia, que perdeu o bonde do software apesar do hardware de qualidade, e da Microsoft, que levará anos para emplacar o Windows Phone, enfrentando um mercado bem satisfeito com as opções já existentes…

Espero que dê tudo certo, a Nokia é uma das marcas mais admiradas, seria triste vê-la ter o mesmo fim que a Palm.

Fonte: Cellular News

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