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Baterias ruins: a culpa é nossa?

Bateria que acaba num dia: um grande problema ainda sem solução...

03/02/2011 às 16:05

Eu ainda me assusto quando, conversando com proprietários de smartphones modernos, me são contadas histórias heróicas de dias em que seus gadgets conseguiram passar longe da tomada. Mesmo vendo ser inevitável cair de cabeça em modelos Android e iPhone, esse detalhe me deixa com algum receio dessa transição.

O problema é que, até bem pouco tempo atrás, a autonomia dos celulares era bem alta. Tomo como exemplo o meu, um Nokia N82. Ainda hoje, três anos depois de adquiri-lo, ele aguenta perfeitamente três, quatro dias de trabalho ininterrupto, sem se abalar. Um Android moderno, um iPhone? Como dito, cada dia é uma vitória. E dá-lhe recargas e mais recargas diárias, carregadores espalhados por todos os cantos.

Bateria: um grande problema.

Essa percepção em relação às baterias não é exclusividade minha. Sempre que o assunto mobilidade surge em conversas com quem não é aficiado pelo tema, a autonomia dos aparelhos é tema comum. E, fora do círculo dos smartphones modernos, o que um consegue a muito custo, como os três dias do meu Nokia velho de guerra, é considerado básico. Dumbphones não fazer mil e uma coisas, male má ligam e trocam mensagens. E, justamente por essa escassez de recursos, duram bastante.

Ontem li um ótimo texto no Neowin sobre esse choque cultural. Um geek relatou sua experiência ao ser solicitado por uma colega de empresa sobre um "defeito" no novo BlackBerry Storm que fora distribuído para todos. O problema, segundo a moça, era na bateria, e em decorrência dele, cada recarga não estava dando para um dia. O diálogo o fez pensar, e deveria fazer a todos nós. Afinal, de quem é a culpa pela baixíssima autonomia das baterias dos smartphones?

A princípio, os fabricantes oferecem o que queremos, logo, dão prioridade a poder, conectividade e recursos em detrimento da bateria. Essa, ainda possui sérias limitações de ordem física. Ainda não está disponível em larga escala elementos diferentes dos íons de Lítio que possam prover maior autonomia sem riscos à nossa saúde e à dos próprios gadgets. Mas, mesmo nesse cenário truncado, não existe nada que possa ser feito?

Passeando pelos aplicativos do Android, no AppBrain, é comum ler comentários de usuários insatisfeitos com determinados itens devido ao consumo excessivo de recursos dos aparelhos. A facilidade de se programa para celulares, aliada a um pouco de preguiça e/ou desconhecimento dos desenvolvedores, cria uma legião de programas que não são otimizados, não trabalham em prol do ecossistema no qual se inserem. Eles funcionam, mas afetam negativamente a experiência do sistema para isso.

Qual a solução? Uma é voltar para os dumbphones. Outra, esperar que a indústria se conscientize desse problema e passe a atuar de forma mais agressiva na autonomia dos seus aparelhos. O que vemos, hoje, são melhoras incrementais muito tímidas, a revolução energética ainda não chegou. Será que algum dia ela chega?

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