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Uma história de Natal Gamer

21/12/2010 às 15:30

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Galera, que todos nós gostamos de games não é novidade nenhuma, mas muito mais do que games, gostamos de gente. Gente de verdade, nada contra aquele nosso amigo do outro lado do mundo com quem só falamos por Skype, MSN, Live ou PSN, mas nada se iguala a uma disputa frente a frente. Tudo começa com aquela zoação, um amigo que joga mais, o outro que é o café-com-leite da jogatina e no fim, todo mundo se diverte.

O Natal está chegando, e pelo menos pra mim, isso significa casa cheia. Primos de outros estados que vem visitar nossa avó e que acabam ficando hospedados na minha casa, amigos que aparecem pra filar um pedacinho de rabanada e namorada que praticamente não sai lá de casa nesses dias me lembram do prazer do multiplayer off line.

- Mas espere aí, o que tem a ver uma coisa com a outra??
- Bom, nada demais, apenas me obrigo nesses dias a me afastar um pouco do virtual e reunir a galera.

Pra fazer isso, temos algumas atividades: uma roda improvisada em torno de um violão velho, uma mesa de cartas, uma mesa de War, e claro... uma turma de marmanjos na sala em frente ao videogame. Vamos falar um pouco desse último grupo e do que eu faço pra manter essa gente animada.

Em ordem crescente de importância:

1º - A ambiente:
O ambiente ideal é aquele que não vai atrapalhar o resto da família, lá em casa, como as outras coisas costumam ocorrer no quintal, é fácil achar a sala livre. Logo, posso ligar o videogame, a tevê e o home theater sem medo de chatear alguém. Mas na falta disso, vale até levar a tevê para o quintal. Afinal, faz parte da diversão respeitar a paz alheia.

2º - O acompanhamento:
Como a maior parte da galera gamer é formada por jovens e a gente come muito, não dá pra manter a jogatina sem um lanchinho por perto. Coca-cola reina nessas horas e é acompanhada por salgadinhos, sanduíches de patê, ou até um pão com mortadela, tudo depende da época do mês.

3º - Os jogos:
A jogatina multiplayer aqui começou com Atari, jogávamos River Raid, SeaQuest, Combat ... depois fomos para o SNES, onde conhecemos International Super Star Soccer, Top Gear, DonkeyKong... mas até então, nada formal, nada competitivo. Nossa diversão começou mesmo com Street Fighter 2. Um cartucho de SNES que meu primo ganhou foi o estopim para vários encontros gamísticos em família. Viramos várias noites na casa do TG em meio a Hadoukens e Shoryukens onde nos digladiávamos só para saber quem seria o melhor da semana.

Aí veio o inevitável, a gente cresceu um pouco. Dois foram servir as forças armadas, eu fui estudar em outro estado e a gente acabou se separando um pouco... A coisa só voltou ao normal na era DreamCast. Voltamos a nos reunir e os encontros eram movidos a War (aquele da GROW), Power Stone, Unreal Tournament, Marvel vs Street Fighter 2, Sonic Shuffle e principalmente Rush 2049. Com Rush, conhecemos o multiplayer pra 4 pessoas, o modo battle promoveu várias guerras. Alianças, traições, tudo isso em prol da maior pontuação e para destruir quem estava à frente do nosso campeonato particular.

Agora estamos na sétima geração dos videogames, dos amigos, alguns casados, outros com filhos e eu sou o último solteiro dessa turma (é, ainda estou enrolando minha namorada), mas a jogatina permanece. Quando nos reunimos, normalmente jogamos:

- PES 2010 - Excelente pedida para uma reunião gamística, as partidas são rápidas, e gera bastante competição. Futebol, mesmo pra quem não curte/acompanha sempre é requisitado numa jogatina multiplayer off line.
- Super Street Fighter IV - É isso mesmo, 20 anos depois e ainda soltamos Hadoukens e Shoryukens e outros golpes que fomos aprendendo. Novamente, as disputas são rápidas e fica muito legal quando alguém está tentando "rodar a mesa" (ganhar de todos os outros jogadores).
- Blur - Lembram de Super Mário Kart ??? Pois é, as corridas de kart evoluíram, agora corremos com Camaros, Ford GTs, Nissans... mas continuamos a competir em corridas e destruindo os adversários pela frente.
- Little Big Planet - Bom, esse eu reservo para os pequenos. Quando a turminha sub-12 (como eu chamo os pré-adolescentes) vai lá em casa não dá pra ter competição, então a gente faz um esforço em grupo e coloca todo mundo em prol do mesmo objetivo.
- TMNT - Turtles in Time - Mais um super game para 4 pessoas, serve para as crianças e para os marmanjos também.
- Bomberman ULTRA - Precisa falar mais? O bomberman, é multiplayer para 4 pessoas mais antigo que conheço. Sempre é motivo de muitas risadas na minha família.

Mas quer saber, acabei percebendo uma categoria de games que se encaixam em qualquer perfil, desde meus tios cinquentões ao meu sobrinho de 6 anos, todos gostam de brincar: são os chamados jogos casuais, iniciativas como a EyeToy e os jogos EyeToy Play Sports, EyeToy Sega SuperStars fazem todo mundo brincar independente da idade.

Ainda na linha dos casuais, acabei de adquirir a bateria do Guitar Hero pra presentear minha irmã (ela é fã dos jogos da série e não lê o Meio Bit Games). Estou imaginando quando ela for abrir seus presentes e der de cara com a Bateria, de minha parte estou levando minhas guitarras de brinquedo, acho que ao invés de Dingle Bell estaremos cantando/tocando Toxicity do System Of a Down no Guitar Hero Mettalica 😀 😀 😀

Tem outros jogos legais, mas listei apenas os que conheço bem e posso recomendar para uma jogatina off line porque afinal, o que é mais importante são:

4º - As pessoas:
Esse é o ponto que faz a diferença, não importa se a família é gamer, ou se a ceia vai ser fraquinha. O que importa é poder reunir as pessoas que a gente gosta e fazer com que aqueles momentos de união sejam especiais. E acho que é isso que todos nós devemos procurar: Fazer especial todos os momentos em que estivermos com aqueles a quem amamos.

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