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DENÚNCIA: Motorola Droid 2 desrespeita 1a Lei da Robótica

03/12/2010 às 22:29

Não se fazem mais droids como antigamente. Nos velhos tempos os andróides do futuro eram imaginados respeitando as Três Leis da Robótica, criadas pelo cientista e autor de FC Isaac Asimov. Hoje virou bagunça, como descobriu da pior maneira um sujeito com o improvável nome de Aron Embry.

Seu Motorola Droid 2 desconsiderou totalmente a Primeira Lei, que diz:

"Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal."

A regra é clara, mas o cruel Droid 2 a ignorou, e em um gesto agressivo, gratuito e subversivo, provavelmente comandado direto de Zion via Skynet, EXPLODIU na orelha de seu dono.

Aqui uma reconstituição aproximada da cena:

OK, talvez tenha exagerado um pouco, veja os danos no celular E no dono, após a assim chamada explosão:

Segundo relatos o cidadão estava falando ao celular quando ouviu um barulho alto, em seguida sentiu algo escorrendo pela orelha. Era SEU CÉREBRO, CAINDO PELO HORRÍVEL BURACO ABERTO PELA EXPLOSÃO CATASTRÓFICA um fiapo insignificante de sangue. Levado para a emergência, Aron teve primeiro descartadas as possibilidades de Lupus e Sarcoidose, para depois os médicos admitirem a hipótese menos provável: Celular explosivo. Alguns pontos depois e constatada ausência de dano à audição, ele foi liberado.

A Motorola está investigando o caso, já um "Especialista em Mobilidade" da Fox News afirmou que não parecia defeito de fabricação, e sim algo causado pelo usuário. Querdizer que o Android tem um comando de autodestruição do aparelho?

O mais curioso desse caso é que até hoje pra mídia só existia iPhone e iPod, ninguém usava "Celular" e "MP3 Player", para o bem ou para o mal qualquer notícia genérica associada com telefonia ou música era reduzida via sensacionalismo a algo envolvendo a Apple. Alguns jornalistas racionalizavam que o público conhecia "iPod" mas não "MP3 Player", mas essa explicação é perigosamente preguiçosa. Uma das funções do jornalismo é educar, explicar. Quem escreve para idiotas acaba sendo lido somente por idiotas.

Usarem "Smartphone Droid" no título da matéria, ainda mais em um veículo leigo como a ABC News significa que não só o termo Smartphone chegou ao grande público como Droid e Android já são identificados como celulares.Do ponto de vista do marketing é um resultado excelente.

Quanto ao acidente em questão, a história está muito mal-contada. O LCD é a parte menos explosiva do aparelho, não há nada ali que faça cabum. O máximo que consigo imaginar é que alguma dilatação causada por mudança súbita de temperatura tenha trincado o vidro, e dada a proximidade o barulho pareça uma explosão.

De resto não acho que seja caso de um recall generalizado acompanhado de alertas em rede nacional contra Droids Assassinos explodindo como minas africanas em porta de escola.

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