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Desenvolvendo para iOS como em 2007

O modelo de Web Apps do primeiro iPhone funciona hoje? O Penzu mostra que sim.

03/12/2010 às 11:19

Você talvez não se lembre, mas quando o iPhone original foi lançado, em 2007, não existia App Store, muito menos aplicativos de terceiros. Na época, Jobs apareceu com a ideia de "Web Apps", aplicativos que rodariam dentro da Web.

Na época a ideia desagradou a muita gente. Hoje, é tida como parte do futuro da computação doméstica, pensamento que ganha espaço junto com o fortalecimento do HTML5. No mundo da Apple, porém, algum tempo depois do lançamento do iPhone apareceram o SDK, a App Store, e o resto é história. Hoje existem versões de sites especialmentes formatadas para o iOS, mas a maioria das aplicações são convencionais, distribuídas pela App Store.

E a ideia inicial da Apple? Como fica? É ruim o bastante para ser descartada por todos os desenvolvedores móveis? Aparentemente, não. O Penzu, um serviço de diário na nuvem, não faz muito tempo lançou seu aplicativo móvel na forma de um Web App. Recentemente, no blog oficial, os desenvolvedores explicaram os motivos dessa decisão.

Penzu Mobile

Em linhas gerais, são esses:

  • Impossibilidade de rejeição: afinal, na Web um "aplicativo" (no sentido amplo do nome) não é avaliado, nem precisa do aval da Apple;
  • Ausência de atualizações: uma preocupação a menos para o usuário, mais ou menos o que rola com o WordPress.com. A atualização é feita no lado servidor, e afeta imediata e automaticamente todos os usuários;
  • HTML5: a nova especificação do HTML permite aos desenvolvedores entregar uma experiência de uso muito próxima da dos aplicativos convencionais, inclusive podendo criar atalhos no sistema, uso offline, tela cheia e outras coisas. Sem falar que por esse caminho o aplicativo se torna multiplataforma — o Penzu Mobile também funciona em Android;
  • Velocidade: não da aplicação, mas no desenvolvimento. Em vez de se debruçarem no Objective-C, linguagem para programação de aplicativos para iOS, o time do Penzu usou linguagens Web às quais estão acostumados. Resultado: serviço finalizado em apenas seis semanas;
  • Outros dispositivos: se seu smartphone tem um navegador decente, o Penzu Mobile roda;
  • Assinaturas: o Penzu Mobile é um recurso exclusivo para assinantes do Penzu Pro. Para eles, fazer o controle de assinantes usando o mesmo sistema de autenticação que existe no site é bem mais simples do que envolver-se com o iTunes e outros detalhes que um aplicativo convencional demanda.

Cada vez mais os navegadores móveis tornam-se mais completos e próximos dos seus equivalentes para desktop, o que, aliados ao poder também crescente dos próprios smartphones, possibilitam a startups como a do Penzu fugirem das lojas de aplicativos e abraçarem a Web como plataforma única.

Nem tudo funciona num navegador, mas boa parte dos aplicativos, poderia sim. Pena que, como esse modelo depende de uma boa conexão à Internet, muitos lugares do mundo ainda têm nesse detalhe um grande empecilho...

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