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Flock surta diante do RockMelt. Menos pessoal, menos…

Flock e RockMelt trocam farpas e esquecem das minorias.

30/11/2010 às 14:42

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Quando o Flock havia abandonado o motor Gecko (mesmo do Firefox) em troca do projeto de open source Chromium, a primeira intenção era apenas reinventar-se. O Flock estava indo para um caminho onde não passaria de um navegador com uma premissa bastante bacana, mas que já virava um mastodonte em arquitetura, velocidade e pegada.

Seus engenheiros sempre acharam que o Flock estava em uma atmosfera única, com público pequeno porém cativo e que tinham o trunfo de ser o único disso, o único daquilo (...) quase tudo sempre relacionado ao carro chefe da marca: o browser social.

Para isso, levou usuários mais avançados à loucura com a incrível taxa de memória que costumava pinçar da máquina para dar contorno ao seu discurso. As coisas começaram a encrespar mesmo quando não havia mais layout que comportasse tanta poluição. Ao menos, não enquanto se acotovelavam com o Gecko.

Depois, veio a sábia decisão de partir para um esqueleto mais atual, mais leve, mais "sense" com a direção que qualquer bom navegador que se preze havia seguido. Lá estava então todo um novo projeto derivado do código livre do Chrome. Um novo horizonte se abriu.

O Flock é, aparentemente, bem redondo no sentido mais business do termo. A house não costuma bobear, ouve atentamente sua base de clientes, está sempre dando satisfações e fazendo sua base de conhecimento crescer com informações relevantes sobre o que faz o projeto andar para frente e se manter. Isso em si é a argamassa que o mantém vivo e dando a liga com seu sempre elogioso mini-público.

Tudo parecia ir bem e a empresa podia então manter seu ar elegante dentro do seu próprio universo. Então...

Heis que os deuses das startups inspiraram o renascimento do criador do Netscape e o mundo conheceria o hype gerado com o RockMelt.

Freak out geral! Com a agilidade de sempre, o pessoal do Flock surtou e declarou guerra aberta ao navegador. Esses últimos dias, a house colocou no ar uma tabela via Google Docs (adogando o Google!) queimando 24 vantagens sobre o calouro RockMelt e tentando derreter os ânimos. "Aqui não, prayboy!"

Infelizmente, tal qual o RockMelt, o Flock não mais contempla máquinas OS X com processadores PPC (Intel only). Pode parecer o óbvio, mas é uma decisão que envolve não tão curto prazo assim. Isso porque ainda existem muitos usuários que não fizeram (e não farão tão cedo) a transição de um para outro. E quem tem pouca gente na base, deve preservar. Bom, também roda bem Windows e Linux... quer dizer. Há gente meio revoltada com a falta de alguns recursos para este último:

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Claro que acredito que abandonar o PPC (e o Linux?) foi motivado por uma pesquisa mínima de indicadores... Mas não me supreenderia se o Flock seguisse o trem do "pé na porta" e simplesmente abandonasse esse corte de usuários, repito, ainda merecedor de ao menos alguma atenção. Mas não dá, não dá.

No caso específico de suporte à ambos os processadores, ou codifica-se de uma maneira antiga para atender a gregos e troianos, ou avança-se na direção de um. Uma pena, mas perfeitamente compreenssível.

De todo o vasto discurso cheio de dissing para o novo concorrente, o que mais se destaca é o Flock acusando o RockMelt de uma grande e desnecessaria quantidade de cliques para ser "social". Algo que eles defendem-se como sendo bem melhores.

No mais, tirando o óbvio polimento superior do Flock por conta de ser um projeto mais antigo e mudanças na disposição do layout funcional dos navegadores, vejo meio que o sempai fedido, falando do kohai mau-cheiroso — uma vez que ambos usam o mesmo framework e apenas um criou uma lista (de 24) coisas contra o outro.

Aí, é mesmo o caso de você decidir onde e quem vai pegar na sua maõzinha para o levar para passear pelo reino encantado da enternê...

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