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Para criador do Katamari, indústria japonesa é um zumbi

Para Keita Takahashi indústria japonesa se parece com um morto-vivo.

24/11/2010 às 17:00

dori_zumb_24.11.10

Ele provou com a série Katamari Damacy e com o Noby Noby Boy que possuiu ideais, digamos, diferentes, já declarou que gostaria de parar de criar jogos e voltou atrás lançando um estúdio que por enquanto não gerou nenhum jogo e durante uma entrevista à revista Games™, Keita Takahashi juntou-se ao grupo de desenvolvedores que não medem as palavras ao criticar o atual estado da indústria japonesa de games.

Penso que a indústria japonesa é como um zumbi. Não sabemos o que fazer até que estejamos no fundo e só então poderemos começar a perceber onde as coisas começaram a dar errado. Quando caímos, vimos tecnologias como o Playstation Move e as coisas melhoram um pouco. Nós nunca chegamos a atingir o fundo e parecemos um zumbi que nunca morre, que precisa de uma injeção de vida. Acho que o Japão foca muito em sequências. Há poucos jogos genuinamente originais sendo feitos e para mim, é por isso que os jogos japoneses não estão se saindo muito bem no momento.

Apontar um motivo específico para o declínio da indústria japonesa não me parece muito fácil, mas discordo um pouco do Sr. Takahashi quando ele cita as intermináveis continuações, até porque as produtoras ocidentais também sofrem deste mal. Talvez o problema esteja no conceito de que os jogos criados por lá devam sempre carregar no seu DNA a cultura nipônica ou no avanço tecnológico que as grandes empresas desse lado do planeta tem conseguido, mas continuo batendo na tecla de que a magia proposta pelos japoneses em alguns títulos como um Mario, um Ico ou Mega Man poucas vezes é conseguida por aqui e por isso não gosto de pensar na ideia de que um dia eles possam se ocidentalizar totalmente.

Só torço para que a saída de alguns importantes game designers dos grandes empresas seja o indício de que tempos melhores virão.

[via Develop]

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