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Microsoft Sem Calcinha

13/11/2010 às 12:40

não exatamente a imagem de gamers saudáveis

A situação do XBox no Japão não é a ideal mas comparado com as projeções as vendas estão boas e as dezenas de fãs nipônicos do console estão satisfeitos. Só que a Microsoft quer mais. Com o Kinect pretende tornar o XBox um console voltado para famílias, bem mais Wii do que PS3.

Isso esbarra em um problema: A imagem do XBox na Terra do Sol Nascente é de coisa de otaku, aqueles fãs psicóticos de anime que constrangem até os outros japoneses, acostumados a coisas bizarras como a TV Japonesa.

Afastar esse público pode ser perigoso, o forte do XBox no Japão são esses seres esquisitos, que no meio de suas atividades normais, como fazer festa de aniversário para personagens de anime e dormir com travesseiros-japinhas, gostam de jogos onde molestam, apertam, perseguem ou observam personagens adolescentes com pouca roupa.

Não é o grupo que alguém que quer o público familiar gostaria de ter associado a seu produto, mas ao mesmo tempo não dá para simplesmente proibir os jogos. A idéia então é ir limitando o nível de perversidão.

Um dos alvos foram os desenvolvedors do Gal Gun, um jogo onde você percorre um colégio atirando com sua "arma do amor" em colegiais japinhas, que reagem... bem.. digamos que com mais apreciação do que se você fizesse isso de verdade. Há até um modo "Ecstasy Shot".

A ordem da Microsoft foi pra segurar a onda e modificar o jogo, cortando tentáculos e calcinhas. Acho que a validade artística de uma cena começando do chão, pegando a calcinha de uma japinha e subindo foi questionada.

O jogo em si não foi proibido, só amenizado, o que é ridículo. As japinhas continuam gemendo do mesmo jeito. É algo digno do cinema dos anos 50, quando na hora H a câmera mudava do casal se beijando para a lareira, desfocava e no dia seguinte apareciam na cama com aqueles lençóis em forma de L, que cobrem o cara até a cintura e a mulher até o pescoço.

Para os otakus pior ainda, o PS3 não é fã desse tipo de jogo, só sobra o PC como terreno de Erogês (jogos eróticos japoneses). Essa medida irá alienar o XBox de uma parte fiel do público (por mais pervertida que seja) e não há garantias de que será eficaz para atrair os jogadores casuais familiares.

Melhor seria deixar os otakus em paz, minimizar a importância de erogês ecchi, pantsu, panchira e outras modas e focar no Kinect. As pessoas não são burras (ainda mais japoneses, que vivem 250 anos no futuro) e sabem diferenciar uma tecnologia de seus usos. Ninguém pede o banimento dos aparelhos de TV por um canal de assinatura passar pornografia na madrugada.

Fonte: Sankaku Complex

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