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Qual o webmail mais popular que existe?

Dados recentes da Compete.com mostra que, na briga dos webmails, Gmail só aparece na terceira posição. Hotmail e Yahoo! Mail continuam dominando.

13/11/2010 às 8:35

Se alguém lhe perguntar qual é o webmail mais popular do momento, o que você responderia? A maioria diria "Gmail" sem pestanejar. Eu diria. A incansável trupe da Google dispara novidade atrás de novidade ao seu excelente cliente de email na nuvem, o que nos passa a sensação de que, hey, esse negócio é insuperável.

Pois bem, os números nos dizem outra realidade.

A Compete.com analisa o tráfego de sites de diversas categorias nos Estados Unidos, e hoje na última quinta liberou algumas estatísticas referentes a webmail por aquelas bandas. O Gmail está em terceiro lugar, longe, e bota longe nisso, de chegar nos dois que encabeçam o ranking, Hotmail e Yahoo! Mail — os dois são, respectivamente, 94% e 190% maiores que o webmail da Google.

Tráfego de webmail nos Estados Unidos, setembro de 2010.

Tráfego de webmail nos Estados Unidos, setembro de 2010.

Deve-se levar em conta que o Gmail é o mais novo dos três, foi lançado no dia 1º de abril de 2004, quando muitos acharam, pela data nada usual, tratar-se de uma piada. A princípio, o acesso ao Gmail só era possível mediante convites — o formulário para enviá-los ainda existe, mesmo hoje não sendo mais necessários.

O Yahoo! Mail foi lançado 1997, e o Hotmail é mais velho que a Internet comercial brasileira, tendo nascido em 1994. Esses anos de diferença certamente contam pontos na fidelização de usuários e reconhecimento da marca.

Outro dado interessante apresentado pela Compete.com é o declínio no uso de webmail. Em relação ao último ano, a queda é de 11%, valor bastante expressivo. Não dá para culpar os clientes locais (Outlook, Mail.app, Thunderbird, Postbox), afinal, esses, em ambiente doméstico, têm mais problemas do que o próprio webmail.

Declínio no uso de webmails em geral (setembro/2010, EUA).

Declínio no uso de webmails em geral (setembro/2010, EUA).

O relatório não aponta, mas se tivesse que indicar um culpado por essa queda acentuada na utilização do webmail, esse seria as redes sociais. Pare e pense: você deve ter um amigo ou parente que usa os depoimentos do orkut ou o módulo de mensagens do Facebook como email. Twitter, mensageiros instantâneos e outras formas de comunicação mais ágeis também devem contribuir para esse êxodo do email.

Fato é que, mesmo com esses problemas de audiência, o email ainda é o ponto central da experiência de uso de qualquer pessoa conectada à Internet. É por ele que recebemos confirmações de cadastro, notificações, newsletter e outras informações sensíveis. Para uma tecnologia com décadas de estrada, até que, analisando bem, sua situação não é tão periclitante...

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