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BBNs: já lhe disseram o que é? Explicamos...

No futuro, você fará parte da rede — literalmente.

03/11/2010 às 8:05

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Os cientistas da Queen's University de Belfast trabalham em um projeto com potencial para ser, ao mesmo, ultra bacana e giga-freak ao mesmo tempo.

Body-to-Body Networks (BBNs). Esse é o nome do presente com cara de futuro e o Prof. Pardal por detrás de toda a pesquisa chama-se Dr. Simon Cotton. Supõe-se que a primeira pergunta feita pelo grupo de pesquisadores no início do projeto foi algo como "Qual seria o maior backbone público de uma rede de Internet móvel que existe?". Alguém certamente respondeu: "O público, ué!"

Levando em consideração o que os cientistas do renomado ECIT já andaram testando, as coisas sem fio podem mudar de cara muito rápido. O centro de pesquisas da universidade tem trabalhado em sensores de banda ultra larga especificamente voltados para a comunicação portátil e a conexão com a Internet. O que distingue essa pesquisa das outras é que esses sensores seriam "vestíveis" pelo usuário.

Neologismos à parte, você vestiria mesmo o sensor. Aonde? Por enquanto não importa, pode até ser no seu celular mesmo, mas a idéia é que os sensores fiquem mais "pessoais". Quem sabe você não manda alguma sugestão para lá...

Os supostos benefícios de uma rede "tetherizada" pelo próprio usuário incluem vastos avanços na tecnologia de jogos online, atendimento remoto de saúde, monitoramento preciso de atletas, das forças armadas, da sua sogra...

Os novos sensores interagiriam entre si enviando informações instantaneas através de uma grande grid sem fio, cujo backbone é o próprio conjunto de usuários que o constitui a partir do momento que se conectam entre si. Muito se discute agora sobre como fazer um "handshake" seguro e não-invasivo durante o uso popular dos dispositivos no futuro.

O discurso do time de defesa é que se a ideia de BBNs deslanchar, será possível diminuir e muito a quantidade de antenas, redes e estações de retransmissão dos mais variados sinais e uma queda brusca no consumo de energia. Ora, veja você... monitorar Deus e todo mundo agora é o novo "eco-friendly".

"Sucessos nesse campo da tecnologia não trarão apenas imenso benefício social, mas também uma recompensa comercial significativa para todos na indústria. Muito embora o mercado de comunicações sem fio corpo-utilizáveis ainda seja um bebê, é esperado que ele cresça para mais de 400 milhões de dispositivos anualmente, a partir de 2014"

Diz Dr. Cotton, que foi eleito pelos prestigiosos 'Royal Academy of Engineering' e o 'Engineering and Physical Research Council' (EPSRC) para julgar quais são os passos necessários para levar a pesquisa ao uso público no dia-a-dia.

Saiu na QUB.

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