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Minha vida na fotografia Digital

28/10/2010 às 14:47

Comprar a nova câmera me fez fazer uma pequena reflexão sobre a minha caminhada na vida digital da fotografia. Antes de aparecerem as primeiras câmeras fotográficas digitais populares, comprar o equipamento era para poucos que tinham uma boa grana sobrando e, mesmo os equipamentos disponíveis, eram pouco potentes e com uma qualidade de imagem horrível. Mas, já tínhamos o vislumbre de como seria o futuro.

A primeira câmera digital que tive em minhas mãos foi uma Sony Mavica FD73, adquirida por mim no distante ano de 2001. A coisa era assombrosa naquela época. Equipamento pesado, cuja bateria era a mesma utilizada pelas filmadoras de vídeo da empresa. A câmera parecia um tijolo e possuía uma lente com incríveis 10x de zoom ótico (equivalente a uma 40-400mm). O sensor, de 1/4 polegadas, tinha a incrível resolução máxima de 0,35 megapixels (640x480 pixels). O mais bacana era que a mídia de armazenamento eram os antigos disquetes de 1.44MB. Quando saia para fotografar tinha que comprar uma caixa de disquete para levar junto (e a possibilidade deles darem pau na hora de passar a foto para o computador era gigantesca). Muito divertido.

Logo depois, em 2004, veio a evolução. Cansei de imagens que mesmo na internet ficavam com uma qualidade horrível. A próxima compra foi uma Canon Powershot A310. Agora sim, uma câmera pequena, com qualidade de imagem e mídia de armazenamento decente. Eram 3,1 megapixels de resolução máxima e velocidade ISO variando de 50 a 400. Junto com o equipamento comprei um cartão Compact Flash de 256mb (naquela época todas as câmeras que não possuíam cartão proprietário usavam Compact Flash). Com ela podia fazer fotos para a internet e ainda mandar revelar em tamanhos até 18x21cm sem perda aparente de qualidade. A câmera não possuía zoom ótico, apenas o digital, e sua lente era equivalente a uma 33mm.

Um ano depois fiz a pior besteira de minha vida. Troquei a confiabilidade da Canon pela bonita e brilhante Sony Cybershot P-71 com 3 megapixels de resolução máxima. Digo besteira por que a câmera tinha uma qualidade de imagem bem abaixo da Canon, mas tinha uma quantidade gigantesca de recursos tecnológicos. Zoom ótico de 3x (39-117mm), histograma ativo no visor de LCD e abertura de diafragma variando entre f/2,8-5.3. Muito mais luz, mas com muito ruído na imagem em ISO 400 e baixa nitidez. Sem falar que tinha que comprar os malditos cartões Memory Sticks, que custavam uma verdadeira facada.

Por fim, em 2006, joguei a Sony fora e comprei a Fuji Finepix S5100 com 10x de zoom ótico (37-370mm) e 4 megapixels de resolução máxima. A câmera era tudo que eu queria. Corpo grande (parecido com uma SLR), boa autonomia de bateria, versatilidade na distância focal, controles totalmente manuais, possibilidade de usar filtros e a capacidade de trabalhar com arquivos RAW (meu primeiro contato com a tecnologia). Infelizmente, como toda ultrazoom, a quantidade de ruído em ISO 400 era absurdamente elevada. Essa câmera ficou comigo por muito tempo e digo que sinto saudades de brincar com ela. A única coisa que não gostei foi de comprar cartões de memória XD. Muito caros.

Em 2007 tive uma pequena experiência com a Sony Mavica CD 500. Pensei que não iria gostar do equipamento, mas a câmera foi uma grata surpresa. Boa qualidade de imagem em um sensor de 1/1,8 polegadas com 5 megapixels de resolução máxima. Gostei também da lente ser uma 34-102mm (equivalente) e com abertura máxima de diafragma em f/2,0-2,5 (encontre uma compacta hoje com essa abertura de diafragma e te dou um prêmio). Porém, comparando com câmeras atuais, tínhamos algumas limitações. A primeira é que a velocidade ISO variava apenas de 100 até 400 e a segunda é que pesava uma tonelada. A câmera utilizava como mídia de armazenamento um Mini CD, o que tornava o ato de ligar a câmera muito demorado, pois era necessário fazer a leitura da mídia. Fechar o CD após fazer as fotos também era uma tarefa árdua.

Finalmente, em 2008, decidi abandonar totalmente minhas câmeras de filme para trabalhos profissionais. Nessa ocasião, vendi todas as compactas para poder comprar a primeira digital (Rebel XSi) e o flash 580EX. De lá para cá já estou na terceira câmera SLR Digital. Isso para mim foi esquisito, pois fiquei anos com a mesma SLR de filme e a mesma só foi para a manutenção para fazer limpezas. O mundo evolui, a tecnologia se torna mais moderna, e a usabilidade dos equipamentos mais breve. Assim caminha a humanidade.

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