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Tablets canibalizam vendas de notebooks

18/10/2010 às 9:36

Não chega a ser surpreendente a revelação, baseada em balanços fiscais de algumas empresas-chave, de que os tablets vão muito bem, obrigado. Tão bem que já são vistos como alternativas reais a netbooks e mesmo notebooks convencionais, e não é previsão ou teoria, é um fenômeno real.

O gráfico abaixo mostra a variação na venda de PCs no tempo de vida do Windows 7. A versão mais recente do sistema operacional da Microsoft recuperou o prestígio do mesmo, abalado após o Vista. Quando tudo parecia ter voltado aos trilhos, havia um iPad no caminho:

Vendas de PCs no primeiro ano do Windows 7.

"Um" iPad é força de expressão. Em seu primeiro trimestre (parcial) no mercado, o tablet da Apple vendeu 3,27 milhões de unidades. Para o seguinte, cujos resultados devem ser revelados aos acionistas hoje, analistas esperam 5 milhões de unidades vendidas. Apenas para situar o iPad no competitivo mercado de computadores móveis, 5 milhões de aparelhos é mais do que ASUS e Toshiba, 5ª e 6ª maiores fabricantes de computadores do mundo, respectivamente, vendem, cada, por trimestre.

O Gartner prevê que em 2010, quase 20 milhões de tablets serão comercializados no varejo. Se as estimativas baterem, a Apple terá, nesse novo nicho tecnológico, 40% de participação.

Apple iPad fora da caixa.

Essa reviravolta na computação pessoal não preocupa apenas a Microsoft, mas também AMD e Intel, as duas maiores fabricantes de processadores do mundo. Isso porque os três principas tablets do mercado Apple iPad, Samsung Galaxy Tab e RIM PlayBook, não usam seus processadores. A Intel aposta no MeeGo, em parceria com a Nokia, para abocanhar uma fatia desse novo e lucrativo mercado.

O problema, compartilhado com a Microsoft e outras grandonas ainda fora da festa dos tablets, é timing. Segundo Ballmer, veremos os primeiros tablets com Windows no final de 2010. Para a Intel e Nokia, o prazo de espera é ainda maior: meados de 2011. Entrar atrasado numa disputa raramente é uma coisa boa. É preciso muita qualidade e jogo de cintura para aparecer aos consumidores em meio a produtos já consolidados. Teria Microsoft, Intel, Nokia e outras cartas na manga para conseguir isso?

Por fim, destaca-se a (ótima) recepção que tablets vêm tendo no decorrer de 2010. Eles vieram para suprir a necessidade de consumo de informações dos usuários, problema que, a princípio, imaginou-se os netbooks sanariam, mas que no fim das contas não conseguiram. Para quem desdenhou o tablet como o elo perdido entre smartphones e notebooks, mordamos a língua.

Fontes: Wired, TechFlash. Fotos: Yoshimasa Niwa.

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