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Relembrando – Half Life

11/10/2010 às 14:12

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Antigamente, jogar um game de tiro em primeira pessoa resumia-se a andar por corredores claustrofóbicos e atirarmos em tudo o que se movia. Então, lá em 1998, a então desconhecida Valve lanço um jogo que vinha encontrando dificuldades para ser publicado e que acabou virando uma imensa aposta da Sierra. Nascia ali o Half Life, um dos principais jogos de todos os tempos, responsável por dar um novo rumo aos FPSs e transformar aquele pequeno estúdio em uma gigante do mundo dos games.

O jogo nos colocava no papel do Dr. Gordon Freeman, um cientista contratado para trabalhar nos laboratórios de Black Mesa, Novo México e onde são realizadas diversas experiências com tecnologia de ponta. já no seu primeiro trabalho um terrível acidente acontece e além de diversas pessoas morrerem numa enorme explosão, vários portais interdimensionais são abertos, trazendo à Terra diversos monstros alienígenas. Nossa missão passa a ser então sair dali com vida, mas a tarefa nãos será nem um pouco fácil, pois além dos ETs serem bastante poderosos, ainda teremos que encarar um soldados americanos que são enviados ao local com a intenção de matar todos e não permitir que testemunhas revelem o acontecido.

dori_half_11.10-10-2 Embora o game não tenha sido o primeiro a tentar levar um enredo mais elaborado ao gênero, praticamente todos que tiveram contato com a aventura na época de seu lançamento ficaram completamente encantados com o trabalho feito pelos criadores. Era fácil querer jogar só mais um pouco apenas para entender o que se passava no local, interagindo durante o game com personagens controlado pelo computador e interagindo com eles, quebrando a cabeça com o que o misterioso homem conhecido como G-man e que aparecia em determinadas partes e que acompanhava o Dr. Freeman de longe e que acaba ganhando status de herói devido a seus feitos.

Um dos destaques do Half Life estava na maneiro como essa história era contada, fazendo com que nunca víssemos o protagonista e sem a necessidade de divisões por fases e abusando de scripts para mostrar determinadas sequências de ação, o que aumentava consideravelmente a imersão. A Valve também implementou diversos trechos onde deveríamos pular em plataformas e espalhou uma boa quantidade de quebra cabeças pelo jogo, fazendo com que a variedade conquistasse as pessoas.

Usando uma versão bastante modificada da Quake Engine, o jogo agradava graficamente e foi quando a produtora liberou o kit de desenvolvimento para os jogadores que o sucesso do Half-Life realmente explodiu. Recebendo modificações muito boas a todo momento, um deles acabou virando sinônimo de multiplayer, fazendo com que muitas pessoas fossem realmente viciadas em Counter-Strike, mas nem soubessem do que se trata o game principal.

Tendo ganhado mais de 50 prêmios de melhor jogo do ano, era natural que muitas de características fossem copiadas e aperfeiçoadas por ouros títulos e diversas expansões foram lançadas, assim como uma conversão para o Playstation 2 e uma sequência que provavelmente fez ainda mais sucesso que o original. Em 2008 a Valve disse que o jogo havia vendido mais de 9.3 milhões de cópias do Half Life e mesmo que você não tenha gostado do jogo ou não teve oportunidade de jogá-lo, não há como negar sua importância para o desenvolvimento dos FPSs, mas se você simplesmente não gosta do gênero, lembre-se que se ele tivesse fracassado, talvez a Valve ainda não existira e consecutivamente, não poderíamos comprar jogos a preço de banana a cada promoção maluca realizada no Steam.

PS.: Se quiser conhecer um pouco melhor a história da série, dê uma olhada neste bom artigo da Wikipedia.

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